Minha vida num Summer Camp

Os meus 20 dias no Acampamento Pocahontas foram um tanto rotineiros como clássicos: Rotineiros porque fazíamos as mesmas atividades praticamente todos os dias e clássicos porque eram muito parecidos com os dias de acampamentos de verão dos filmes e cartoons americanos.

Neste camping, dormíamos em cabines, como as dos filmes, tínhamos que dividir banheiros onde a água quente acabava e todas aquelas coisas típicas de filme. Nossos dias lá começavam as 7:00 h da manhã, onde éramos despertados com “The Rhodrodendron Song”, uma música que fala sobre acordar nas florestas montanhosas de West Virginia. Depois tínhamos o tempo entre 7 e 7:40 livre para fazer qualquer coisa: Desde praticar esportes, ler um pouco ou dormir mais. As 7:40 começavam a tocar músicas aleatórias, até as 8:10. Esse período era reservado para que nos trocássemos, tomássemos banho, enfim, para a toilette diária. As 8:10 tínhamos nossa reunião matinal (chamada de Assemble on Green) que sempre era precedida de jogos de freesbie e de “Raising Arizona”, onde tínhamos os anúncios do dia (The morning show) e depois o hasteamento da bandeira americana juntamente com o hino americano (flag raising) apesar de todos nós, estudantes, estrangeiros termos que participar, podíamos hastear nossa própria bandeira um dia; depois disso, as 8:30, tínhamos o café da manhã.

No dia que eu e Manoela hasteamos a bandeira brasileira no camp.

A nossa primeira atividade científica era uma palestra com algum convidado especial às 9:00h, tivemos vários convidados legais, como engenheiros, inventores, programadores, meteorologistas, físicos etc. Sobre os mais variados temas. Depois  tínhamos uma seção de estudos dirigidos que escolhíamos fazer com os pesquisadores convidados do Camping, fazíamos o mesmo estudo dirigido por três dias.

A tarde, nossas atividades variavam: As vezes partíamos para uma Out of Camping Experience (OCE), ou tínhamos competições (como de torres de papel, matemática, programação, decodificação de códigos, frisbie etc) ou tínhamos seminários que

Competição de torre de papel =D

eram em parte parecidos com os estudos dirigidos mas não eram necessariamente voltado as ciências (tinham alguns do tipo: Como construir carteiras com fitas adesivas) e que só fazíamos por um dia

. Em geral, depois, tínhamos meia hora livre na qual podíamos usar o computador, fazer coisas da escola, ligar para os nossos parentes, praticar música, ler, jogar xadrez, ping pong ou frisbie ou então comprar coisas na Camp Store.

Depois do janta

r,  tínhamos outra palestra, no mesmo estilo da primeira; tínhamos um lanche, tempo para a toilette noturna e as cabin meetings (ou Reuniões da Cabine)  antes de dormir, onde falávamos  sobre a vida, coisas como o que queremos ser, quem somos agora (era uma sessão de auto – conhecimento). As onze horas, íamos dormir ao som de Askohan Farewell .

Basicamente, esta era a nossa rotina, a não ser quando íamos para as Overnights trips, passávamos uma noite e dois dias fora do camping, fazendo outros tipos de atividade. Aqui tenho dois exemplos de Daily Schedule do NYSC 2013: Uma com OCE e outra sem OCE.

Sei que falei muito por cima de cada uma das atividades do National Youth Science Camp, é que pretendo falar mais detalhada de cada uma dessas atividades, o meu próximo post será assim:

– Atividades científicas

– Out of Camp Experience

 

Anúncios

KVCTC e Camp Pocahontas

No meu segundo dia em Charleston, teria que visitar um centro de Ciências e Tecnologia da West Virginia, este era o Kanawha Valley Community & Technical College (KVCTC). Lá, eram oferecidos cursos técnologos e também haviam alguns centros de pesquisas de empresas particulares. Ao chegar no KVCTC, assisti algumas palestras de boas – vindas e sobre o centro, depois fomos fazer um tour em grupos.

Meu grupo visitou um laboratório de uma empresa australiana que trabalhava com peixes, eles desenvolviam peixes para colocar em reservatórios de água. Eles disseram que os equipamentos que usavam nos EUA não eram adequados para o clima australiano, por isso, o centro de pesquisa era lá.

Laboratórios da tal empresa

O tal centro de pesquisas me fez ficar um pouco depressiva com a situação dos laboratórios do Brasil. Em terras tupiniquins, visitei o maior centro de pesquisas do Amazonas e um dos maiores do Brasil (INPA) , os laboratórios de lá são bem menos organizados e aparentemente muito menos high tech (não posso afirmar com certeza, pois não sou uma especialista para dizer quão caros e inovadores os equipamentos eram).

Depois do Tour, tive meu primeiro almoço tipicamente americano (antes só comi comida indiana): Hamburguer com batata frita, suco de maçã e um docinho industrializado para sobremesa (mal sabia que todos os meus almoços daqui para frente seriam como aquele).  Depois tivemos uma viagem de ônibus de cerca de 3,5 horas para o Camp Pocahontas, onde passaria a maior parte do meu tempo nos EUA.

Camp Pocahontas

Charleston e Host Family

Depois de viajar mais de 15 horas (1,5 horas de CG para JP – 3,5 horas de JP para o Rio – 10 horas do Rio para Charlotte NC e 1,5 horas de Charlotte para Charleston, WV), de ter enfrentado os famosos e polêmicos scanners corporais e a imigração americana (que foi super tranquila comigo, nem me perguntaram nada, só carimbaram meu passaporte direto) eu cheguei na capital do estado que passaria as próximas semanas.

Ao chegar lá, descobri que ficaria na casa de uma indiana chamada Smita Pujara, com minha colega brasileira, a Manoela e  mais quatro americanas: A Anna de Michigan, Sasha de DC, Ashton da Carolina do Norte e Laurie da Flórida (que é fã de futebol e da seleção brasileira =D). Mrs e Mr Pujara tinham 4 filhos, mas nenhum deles morava mais na casa, então era um lugar grande e confortável.

Host Family, da esquerda para direita: Sasha, Ashton, Anna, Mrs Pujara, Manoela, eu e Laurie.

A minha primeira impressão da cidade foi: “Só posso estar  ou num filme da sessão da tarde!”, tudo em Charleston é perfeitamente igual ao estereótipo duma típica cidade média americana! As casas são como as de filme – Jardins abertos, feitas de madeira, gramado – os carros, tudo!

A noite já tivemos o nosso primeiro compromisso: Uma palestra no Clay Center sobre mito e ciência. Por último, casa e cama, pois o próximo dia em Charleston iria começar em breve.

Extra, passeiem um pouco em Charleston ao redor do Clay Center para sentir quando eu digo cidade igual as dos Filmes da sessão da tarde =P:

Capítulo I -Visto

Neste post, começarei a contar as minhas aventuras nos Estados Unidos.

Como muitos sabem, antes de toda aventura na terra do Tio Sam é necessário tirar um visto. O tão temido visto que impede muita gente de visitar aquelas bandas. Mas ao contrário da experiência de muitas pessoas, a minha experiência para tirar este documento foi ótima! Vou começar do começo.

31 de Maio de 2013,

Acordei em casa neste dia pensando “Nossa, para que eles (embaixada dos EUA) vão me levar pra Brasília? E por dois dias, poderia muito bem tirar meu visto em Recife em duas horinhas lá!”, mas mal sabia o que estaria por vir. De madrugada decolei para a capital Federal, a qual cheguei por volta das nove da manhã e fui recebida pela Nádia (uma funcionária da embaixada) que já estava me esperando com a Manoela (que também iria tirar o visto para o mesmo fim que eu); ela nos levou para um hotel MA-RA-VI-LHO-SO (O Meliá 21) onde já tinham se hospedado gente como Black Eyed Peas, diversos atores da Globo e Políticos. Então ela nos deu dinheiro (uns 300 reais para cada) para que simplesmente almoçacemos(!), sem precisar prestar contas ou algo do tipo!  Até aí, tudo parecia tudo muito surreal (não é todo dia que se ganha dinheiro sem fazer nada), mas não parou por aí (Ficou mais surreal pra dizer a verdade),  fomos informadas que iriam embora mas passariam no hotel as 3 horas para uma reunião com o Vice-Presidente dos EUA (Joe Biden) =O.

“Como assim ? Eu vou conhecer o Vice presidente! OMG *—-* o US departament of State sempre surpreende!”

De tarde, nos dirigimos à embaixada e passamos por uma baita segurança (estava cheio de agentes do FBI, tivemos que deixar todos os nossos pertences e tal) . Depois também nos encontramos com representantes do programa “Jovens Embaixadores” que estavam lá com o mesmo objetivo da gente. Inicialmente foi nos dito que ficaríamos conversando sobre educação com Jill Biden (a esposa do vice presidente) e não conheceríamos o homem. MAS no último instante, tivemos uma mudança de planos, iríamos ver o vice presidente junto com os outros diplomatas americanos que estavam na embaixada! Assistimos um discusso que ele fez agradecendo o trabalho dos diplomatas, tiramos fotos com ele e depois ainda conversamos com a Jill Biden sobre os programas de educação da Embaixada dos EUA!

joe

Depois disso, fomos de volta para o hotel, dormimos na cama linda e maravilhosa de lá e acordamos no outro dia para a entrevista do visto! Bem, primeiramente, de manhã, depois do belíssimo café (hotel 5 estrelas é tudo =P) fomos para a embaixada, primeiro, chegamos lá num carro de placa azul mandando beijo pros recalcado que tavam naquela fila enorme pra tirar visto sem ser convidado especial da embaixada. Nosso primeiro compromisso do dia foi uma reunião com Márcia Mizuno (responsável pelo setor cultural e de educação da Embaixada), ela nos orientou sobre a cultura dos EUA, o que devíamos e não devíamos fazer na viagem, etc. Depois do almoço, tivemos nossa entrevista do visto, ela foi super tranquila, a consul não nos perguntou basicamente nada (ela já sabia quem éramos e porque estávamos ali), só perguntou se tínhamos gostado do evento da noite anterior (nunca pensei que fosse tão fácil). Depois disso, ficamos livres por um bom tempo, passeando pela embaixada (a qual é e-nor-me), e depois voltamos para casa!

Como muitos sabem, a Embaixada precisa de alguns dias para fazer o visto, o nosso não foi diferente, então tivemos que esperar. Mas depois de um tempo, um lindo pacote da embaixada contendo isto:

1614_585251454840925_1342322322_n

Vomitando arcoíres ao receber meu visto

=

Frrrrio!

Oi!

Hoje deveria contar para vocês como cheguei ao “Science Camp-Elas na ciência”, mas é que recebi novos emails do pessoal da organização do evento nos EUA falando um pouco mais do National Youth Science Camp e me deu vontade de falar sobre ele.

O que mais me chamou atenção nos emails e documentos que eles mandaram foi a parte que falava sobre o clima de West Virginia (ou Virginia Ocidental, se assim preferirem), o lugar que vai ser o evento. Bem, primeiramente eu vou para os Estados Unidos em Junho-Julho, no meio do verão, o que me fez acreditar que estaria no meio do calor, mas se depender desse trecho do email, vou virar um picolé:

The weather in the eastern mountains of West Virginia can be quite erratic during the summer. Typical daily temperatures range from 50°F in the morning to 75°F by the mid-afternoon. While temperatures below 38.7°F are very rare, it is possible – snow has been reported previously in July!

Numa tradução livre, ficaria algo como: “O tempo nas montanhas do oeste da Virginia Ocidental podem ser um pouco imprevisíveis durante o verão. Um típico dia tem temperaturas de 50°F (cerca de 10°C) na manhã e 75°F (cerca de 18 °C) no meio dia. Temperanturas abaixo de 38.7°F(cerca de 3°C) são raras porém possíveis, já houveram casos de neve em julho anteriormente!”

Depois de ler isso já fico ragendo os dentes, porém estou feliz, eu sempre quis ver neve!! Espero que dê sorte e consiga xD. Porém estou um pouco preocupada, sou muito frienta, e não só sou eu, mas a Manu (minha companheira brasileira) também parece está, vejam nosso trecho de conversa:

  • Eu: agora lá é frio que só a mulestia pra gente rsr

  • Manoela: vamos morrer Ana!!!! kkkk  eu sou muito “frienta” virei picolé já

  • Eu: e isso no VERÃO, imagina no inverno
    Manoela: nem quero imaginar, aqui no rio 20ºC já tá frio demais 10 então…
  • Mas apesar disso, estou SUPER animada para a viagem, para conhecer as lindas montanhas de West Virginia!!! Nossa, to tão feliz xDD

    Foto das montanhas no verão que eu peguei por aí na net. Lindo, né? 😉

    O mesmo estado no inverno, frio demais brrr

    Bem gente, to indo, talvez poste no meio da semana algo, mas provavelmente denovo só sábado que vem, aguardo seus comentários xDD