Primeiras impressões sobre diversas cidades

Qual foi a primeira frase que você pensou ao visitar uma cidade nova? Eu me peguei pensando nisso, e resolvi escrever algumas primeiras impressões sobre 5 cidades que conheci (Se gostarem do Post, faço uma parte 2 com mais 5 cidades).

1 – Washington D.C. -EUA

DC1

“Americano gosta mesmo de uma guerra, hein?”

A coisa que mais me impressionou em Washington D.C. foi a quantidade de monumentos sobre guerras que eu vi! Não eram poucos! Em homenagem à Primeira/Segunda Guerra, Guerra Civil, Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã e por aí vai!  Muito louco!

2 – Friburgo na Brisgóvia – Alemanha

Em Friburgo, Alemanha

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“Estou num conto de fadas?”

Para quem não sabe, Friburgo é uma cidadizinha muito linda no Sul da Alemanha. Ela fica do lado da floresta negra, e fui lá participar duma conferência. A cidade parece ser de conto de fadas, com suas cerejas na floresta, o famoso pão preto das fadas, e tudo mais! Eu amei demais essa cidade!

3 – Paris – França

Paris

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“Meu Deus, tô aqui! Ahh to morrendo!! :O :O”

Para mim, conhecer Paris sempre foi um sonho de infância!! Quando cheguei lá foi um mix de felicidade (eu não acreditava realmente que eu estava lá, que Paris existia para mim) com tudo! Foi demais! Paris está no meu coração ❤

4 – Brasília – Brasil

Meu Deus, mas qurle cidade linda… (8) #Brasília

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“Mas o que? A melhor vista da cidade é a da rodoviária?”

Pois é, meus amigos que nunca foram pra Brasília. O lugar onde fiz a foto acima foi na rodoviária de Brasília: um lugar horrível, cheio de trombadinhas, comida horrível de rodoviária, mas é o lugar onde dá para ver toda a esplanada dos ministérios. Vai entender, né?

5 – Londres, Inglaterra

Parlamento

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“Mas ninguém fala inglês aqui??”

Em Londres você vai escutar todas as línguas na rua: português, húngaro, italiano, japonês, espanhol, russo, eslovaco etc. mas raramente vai ver alguém conversando em inglês no meio da rua, no metrô, etc (pelo menos foi essa a minha impressão)! Claro que você vai ser atendido em inglês, e que você vai achar os serviços em inglês: inglês ainda é a língua oficial. Mas a língua de fato de Londres são muitas! Parece que todo mundo é estrangeiro lá (de turistas a moradores). Londres foi a cidade mais cosmopolita que já visitei!

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E aí pessoal, gostaram do Post? Se sim, posso escolher mais 5 cidades para falar minhas primeiras impressões (visitei tantas, dentre cidades “desejo” visitei São Francisco, Berlim, Roma, Milão, Zurique, Boston, Bogotá, Rio de Janeiro, dentre outras). Você já visitou algumas dessas cidades? Se sim, conta como foi a sua experiência: você teve uma impressão diferente da minha =)

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Viajar no Inverno é horrível

Já tive a oportunidade de ir para  o exterior em todas as estações do ano: Verão (EUA, e em breve Europa), Primavera (Colômbia, ok, nem tão primavera assim e daqui a pouco Europa), Outono (Europa) e agora Inverno (EUA), e eu não sei qual é a melhor estação do ano para se viajar, mas com certeza sei qual é a pior: o inverno.

Quando eu comecei a pensar em viajar para o exterior (e antes de viajar de fato), achava que com certeza o Inverno seria a melhor estação, porque qual era a graça de ir para os EUA ou pras Europa sem ver neve? Ver neve é uma das principais coisas da viagem… E de fato, ver neve era um sonho para mim, mas acabou se tornando um pesadelo!

Caminhando na neve: oh sofrimento

Talvez porque a região dos EUA que eu fui (Massachusetts) fosse extremamente fria, podendo chegar a temperaturas de -30ºC (o mínimo que peguei na viagem foi -18ºC, e raramente a temperatura chegava a -2ºC, normalmente ficava em -7ºC), então se você for para uma região que tenha um inverno mais brando (Ex.: Itália, Espanha, Flórida, etc.) talvez você não sinta o que senti.

Bem, a primeira coisa que deixa a viagem horrível é o frio extremo, mas não é aquele friozinho que a gente pode pegar num inverno em São Paulo ou  em qualquer região do Brasil, é um frio indiscritível. Já aconteceu de eu está caminhando e não está aguentando o frio, e ter que parar em algum lugar para me esquentar, comprar peças de roupas extras e/ou tomar alguma bebida quente. Era quase impossível caminhar por mais de 10 min sem ficar congelando, então esqueça os longos tours a pé que você faria para conhecer a cidade se estivesse no verão, quando fiz um tour em Harvard (por exemplo), no lugar de admirar a universidade, queria que a guia parasse de falar logo para eu ir para um local quente.

Rio congelado em Boston – MA

Depois tem o ar super seco. Sem brincadeira nenhuma, nunca me senti mal em regiões super secas do Brasil (como Brasília ou Cuiabá), mas quando cheguei nos EUA neste inverno, meu nariz sangrou que não era brincadeira com o ar seco… Outro problema ocasionado por isso são uns choques bizarros que se toma ao encostar qualquer coisa (pessoas, maçanetas, o sofá), etc. devido a energia estática acumulada. Sem contar na pele e no cabelo, que desidratam que é uma beleza, eu nunca vi meu cabelo mais sem volume e sem graça.

Outro problema é a mudança de temperatura, dentro dos locais é super quente, fora é super frio. Então em qualquer canto que você entre é aquele tira e coloca de casaco, e quando o lugar tem um canto para guardar as suas coisas, bom, quando não… Aí é carregar um casaco super pesado o caminho inteiro.

Depois tem o fato de ter pouquíssimas horas de sol todos os dias. Nos EUA no verão, o sol nasce as 7 da manhã e se põe as 9 da noite, no inverno, nasce umas 9 da manhã e se põe as 4 ou 5 da tarde. Então dá 6 horas da tarde e tá aquele breu enorme, como se fosse umas 2 da madrugada, o que faz com que muitas atrações turísticas fechem mais cedo (muitos museus tem horários de verão e de inverno).

Outro problema é a própria neve, ok a neve é linda, mas é horrível! Quando passei por uma nevasca em Boston tudo fechou, foi super complicado voltar pra casa, porque o metrô ficou fechado por um tempo, tivemos que pegar um busão especial… Além do que a neve é escorregadia, então altas chances de levar tombos (E cair na neve não é legal e fofinho como parece, sua bunda depois fica parecendo carne de frigobar por causa da textura e temperatura que ela fica depois). Além disso, praticar skying nem é tão legal como se parece, você cai mais do que qualquer outra coisa (e aí sua bunda se transforma mais ainda em carne de frigobar).

Skiando ou Transformando minha bunda em carne de frigobar (PS: não sou tão gorda assim, são as roupas)

E aí? Já viajaram no inverno? Concordam comigo?

Vou para os EUA novamente: programa SUSI

Antes de ler o post, peço que responda esta pesquisa e que curta a página do blog no facebook, ajuda bastante!

Pois é! Vou visitar novamente a terrinha do Tio Sam! Dessa vez eu vou para Massachusetts e New York (pelo menos com o que sei até agora, acho que talvez vá visitar outros estados) com todos os custos pagos pelo Departamento de Estado Americano!

 

391528_474216152590071_2003655656_nEu vou pelo programa Study of the US Institutes for Student Leaders (ou SUSI, ou Student Leaders para os mais íntimos). Esse programa funciona basicamente assim: existem vários tópicos que você pode estudar (estão especificados os temas de estudo no link acima), e chegando nos USA, você vai fazer um curso de cerca de um mês em algumas universidades e institutos americanos. Eu ainda não tenho certeza em quais universidades serão as minhas aulas (eles estão mandando as informações aos poucos), mas pelo relato de pessoas que participaram em edições passadas, vou ter aulas em Amherst College, University of Massachusetts, MIT, Harvard e City University of New York. O tema que foi escolhido (não por mim, mas pela embaixada) para o meu Institute foi o penúltimo da lista no site que linkei acima, U.S. History and Government, confesso que não erao  que mais me interessava dos tópicos citados (me interessaria muito mais, mudança de clima, ou liderança feminina, etc), mas eu espero tirar muito proveito mesmo assim.

Os requisitos para participar no programa estão no site, mas dentre eles estão ter entre 18 e 25 anos, ser universitário e ter um bom desempenho acadêmico (a área de estudo pode ser qualquer uma, para vocês terem uma noção, nessa minha edição são 5 selecionados: eu de computação, um rapaz de engeharia, uma moça de ciências sociais, outra moça de medicina e um outro rapaz que estuda letras). O processo de seleção para o SUSI no Brasil é que é um mistério atualmente. Eu já sabia da existencia do programa desde o Ensino Médio, tinha um grupo no facebook para os candidatos ao programa “Jovens Embaixadores” e muita gente falava, “ah se não passar no JE, tenta o SUSI ano que vem”, até 2011, o SUSI tinha um processo seletivo bem claro e aberto e era bastante divulgado e tinham bastante vagas para o Brasil. Quando o Governo Federal resolveu lançar o Ciência sem Fronteiras, a Embaixada dos EUA resolveu diminuir o programa no Brasil (diminuir a divulgação e o número de vagas) porque muitos jovens universitários já teriam a oportunidade de estudar numa instituição americana.
Esse ano eu finalmente tinha me tornado universitária há mais de um semestre (requisito do SUSI) e ainda tinha um resquício na memória que o programa existia. Por volta de Abril desse ano, eu vi alguém comentando num grupo do Facebook que tinha ido para o SUSI ano passado, e eu comentei algo como “Nossa, nem sabia que o programa existia ainda” (tinha parado totalmente de ouvir falar dele), aí mandei um email para um contato na embaixada dos Estados Unidos que tinha e ela me fez um monte de perguntas (para saber se eu preenchia o perfil do programa) e disse “Muito bem, depois a gente fala com você”. Em agosto ou setembro desse ano chega um email da embaixada: você foi indicada para o SUSI, complete a sua inscrição. Eu completei e finalmente em outubro veio o resultado: eu tinha passado!

Eu soube tanto por um ex-professor meu que participou do SUSI quanto por colegas que também foram selecionados (somos uma equipe de 5) que pessoas de outras edições e funcionários da embaixada dos EUA podiam indicar candidatos para que eles completassem a seleção e que fossem selecionados por Washington(no total soube que tiveram 100 inscrições completas), talvez ano que vem, se for igual a esse ano eu possa indicar pessoas também (então meus amigos que querem participar do programa, falem comigo por volta de agosto de 2016). Mas sabe-se lá se vai mudar ou não com a decisão de congelar o CsF.

De toda forma, em janeiro embarco para essa aventura, vou  contar detalhes aqui no blog para vocês! 😀

 

 

Texas por acaso

Meus últimos dias nos States foram como os primeiros, em Charleston, a capital da Virgínia Ocidental. Meus últimos compromissos lá foram um jantar na maçonaria e um show de Talentos (na qual convenci alguns amigos americanos a cantar e tocar comigo “Garota de Ipanema”).

ultimos_dias

Foto 1: Show de Talentos. Foto 2: Jantar na Maçonaria.

Mas depois disto, veio a viagem de volta pra casa. Estava preparada para ir como voltei, pegar um voo da U.S. Airways de Charleston WV a Charlotte NC, e depois outro de Charlotte para o Rio. Só que estes planos acabaram mudando por completo.

Por azar, meu voo era o último da equipe do NYSC a sair de Charleston, as seis da tarde, então ficamos no aeroporto somente eu, a outra representante do Brasil, uma delegate de New Hampshire e uma membro da Staff que iria conosco.

As quatro da tarde, quando fomos fazer o check-in, foi informado que o voo seria cancelado por problemas de tempo, já que uma tempestade se aproximava de Charleston e que a única solução para nós seria ir para não sei aonde no outro dia de 3 da tarde (deixando eu e a outra delegate do Brasil em voos separados).

Neste momento, o nervosismo começou a tomar conta de nós (eu e a outra delegate brasileira), juntamente com o medo de ficar ilegal por um dia nos EUA (já que o visto vencia no dia que estávamos saindo) e a vontade de voltar para casa e  começamos a reclamar lá na US airways até que eles transferiram a gente para American Airlines (a única companhia que estava operando com o tempo ruim dentre várias, como United e Delta).

Conseguimos que eles nos colocassem em um voo para Dallas, Texas que estaria saindo de 5 horas (ou seja, em menos de meia hora) e pegaríamos outro voo para o Brasil as 7:30. O nosso problema era que com o mau tempo, a viagem de West Virginia para o Texas poderia durar até 4 horas e teríamos uma grande chance de perder o voo para o Rio, mas mesmo assim fomos. (talvez vocês estejam vendo a impossibilidade de pegar o voo, mas não se esqueçam que o Texas tem uma hora a menos que West Virginia).

Tivemos que correr para pegar o voo, para passar por toda a segurança dos aeroportos americanos, os scanners corporais, mas no fim conseguimos. O voo para o Texas foi um dos mais agoniantes da minha vida, fui num dos teco-teco voadores da American Eagle (como o da imagem abaixo), e com o bom tempo, o danado balançava mais que trio elétrico em carnaval. Foi a única vez que fiquei realmente com medo de passar por um acidente de avião.

Chegamos a Dallas as 7:18 do horário local, saímos correndo do avião quando chegamos no aeroporto, a primeira coisa que nos surpreendeu foi o seu tamanho, dentro dele tinha um TREM para levar os passageiros entre os terminais (eram mais de quarenta em cada letra, de A até J, quem quiser ver como é, recomendo ver este vídeo http://www.youtube.com/watch?v=JLjchRCCTHg), e nós não sabíamos ainda nem de qual o portão do nosso voo. Bem, conseguimos chegar ao portão de embarque as 7:28, dois minutos antes do embarque.

Bem, esta foi uma das aventuras aéreas mais eletrizantes da minha vida até agora e assim se encerra o meu período nos Estados Unidos. Acho que em breve, farei um último post sobre esta viagem e depois começarei a falar da minha viagem para a Colômbia.

Washington D.C.

O meu primeiro dia em Washington começou quase no fim da tarde mas não deixou de ser grande.

Cheguei por volta das 16:00 e e fiquei hospedada no dormitório da George Washington University, que é muito legal. De lá, fomos andar por grande parte dos pontos mais turísticos de DC.

Passei por todos os pontos das notas de Dollar praticamente, começamos pela casa branca, passamos pelo Treasure , monumento da segunda guerra mundial, monumento para a Guerra da Coreia, monumento a Martin Luther King, o monumento de Washington e o Lincoln . Todos estes lugares estavam entupidos de turistas (nunca pensei que DC fosse uma cidade tão visitada pelos turistas) inclusive brasileiros, pra quem pensava que brasileiro só ia pros States pra ver a Disney =P.

A noite ainda passamos pelo Einstein, memorial de Roosevelt e o memorial da Guerra do Vietnã (é incrível como os americanos constroem memoriais de guerra!), depois disso voltamos andando para o dormitório.

DC1

DC, uma cidade mais lotada de turistas do que eu imaginava. Na imagem 1 vemos o Monumento de Washington lotado de turistas. A Imagem dois sou eu e minha amiga tentando tirar uma foto “semi” individual no Lincoln (é difícil pois mesmo tendo esperado um pouco só conseguimos com a guria ao fundo)

No meu segundo dia em Washington, fomos visitar alguns museus. Eu visitei o museu do Holocausto (se você assistiu o filme “Escritores da liberdade”, é o mesmo que é visitado no filme), o museu é muito legal e aprendi bastante, recomendo a visita. Outro museu que visitei no dia foi  o museu de História Natural dos EUA (o filme “Uma noite no museu 2” se passa lá), o museu é enorme e interessantíssimo, precisa de muito tempo para ser visto, fiquei lá por 4 horas e não consegui ver o museu inteiro. Washington é uma cidade ótima para quem gosta de museus, são incontáveis e muito ricos, com bastante conteúdo.

A noite, fomos para a American Association for Advancement of Science, onde tivemos oportunidade de assistir uma discussão sobra a importância da ciências para política com pessoas da Casa Branca, NASA, FBI… E depois disso, cama.

O meu terceiro dia em Washington foi o mais legal, de manhã fomos pro shopping a primeira vez desde que tinha chegado nos EUA (o chato é que como era de manhã, a maioria das lojas estava fechada D=) e depois andar em outros monumentos ao redor do Capitólio, como o Jardim Botânico e a biblioteca do congresso dos EUA, uma das maiores do mundo possuindo cerca de 150 milhões de livros.

Mas o mais interessante do dia, foi um almoço que tivemos dentro do senado americano (me lembrou aquele filme “Mister Smith goes to Washington” , que é muito bom por sinal). Eu tive prazer de conhecer o embaixador do Brasil em Washington que veio nos acompanhar no jantar.

senate

A primeira foto vemos eu e a outra representante do Brasil divando no Senado Americano e a segunda foto é o salão do senado.

Bem, este é o resumo das minhas aventuras em DC. Se quiserem perguntar sobre algum ponto específico, o faça. Meu próximo post será sobre meus dias finais nos EUA e a volta pra casa.

Um dia na Virginia

Como vocês devem saber se estão acompanhando a minha série de posts, o acampamento que eu fiquei se localizava no estado de West Virginia (Ou Virgínia Ocidental), na viagem que fiz para Washington, passei o primeiro dia parando em

alguns pontos da Virginia.

Saímos do acampamento, as 5 horas da manhã e chegamos a nossa primeira parada as 9 horas. O lugar era o Udvar-Hazy em Chantilly, VA. É um museu aero-espacial do instituto Smithsonian  simplesmente incrível. Lá pudemos descobrir um pouco da história da aviação (segundo os americanos, que apesar de falar que os irmãos Wright inventaram o avião também fala de Santos Dumont), um pouco da engenharia de aviões e naves espaciais.

Discovery na Udvar-Hazy

Saímos de lá as onze e meia e depois fomos almoçar no McDonald’s americano, que é super diferente do brasileiro, além dos sanduíches serem bem maiores e mais baratos (tipo, com 1-2 dólares você compra um sanduíche e com uns 5, uma refeição completa), o refrigerante ainda é livre para pegar quanto quiser #gordices.

A nossa próxima parada foi em um lugar que não estava afim de ver: National Cemetery, em Arlington VA (que é beirando DC), mas acabou sendo uma experiência legal. Normalmente, não gosto muito de cemitérios, acho sem graça ver aqueles milhares de túmulos.

MAS esse cemitério em particular foi interessante porque: primeiro, pude ver um cemitério americano, que é bem diferente dos brasileiros (aqui o pessoal constrói túmulos, lá só existem covas onde as pessoas são  enterradas com uma lápide para identificá-las). Mas mais que isso, gostei muito do local pelo valor histórico dele.

Para quem não o conhece, este cemitério guarda os corpos dos “heróis” de guerra americanos, uma coisa que existe no cemitério e que já tinha ouvido falar bastante nas aulas de história do colégio, é a estátua da famosa batalha de Iwo Jima. E outra coisa que achei muito interessante, foi como os americanos amam a guerra. Apesar dos pesares, ali parece ser um lugar de exaltação pelas vitórias conquistadas do que um lugar de tristeza pelos que se perderam, coisas como presentes de guerra são expostas  (lembro que o presente de guerra da Coreia foi um pombinho da paz feito de artesanato típico do local cravejado com pedras preciosas, foi o que mais me chamou atenção). Lá ainda ouvi canhões pela primeira vez (já tinha visto muitos no Brasil, mas a maioria tudo parado, em Arlington, eles disparam canhões todos os dias como uma cerimônia de homenagem aos mortos ou coisa do tipo).

Estátua da batalha de Iwo Jima

Bem, depois desta visita, partimos para Washington. Depois contarei minhas aventuras lá.

Minha vida num Science (Summer) Camp – II

Olá queridos leitores (caso existam), estou voltando depois de um longo tempo pois finalmente estou de férias ^^. Como prometido no post anterior (fiz algumas edições nele, se alguém quiser relê-lo) vou falar um pouco mais das atividades do Camp.

  • Atividades Científicas: Não poderia deixar de falar delas, afinal estava num Science Camp. No Acampamento tínhamos três tipos de atividades deste tipo: os estudos dirigidos, as palestras e os seminários. Como já falei, ambos englobavam todas as áreas da ciência  (desde humanas , passando por biológicas até as exatas), como sou uma pessoa focada em ciências exatas, nos estudos dirigidos que pude escolher fazer, me foquei na área. Os estudos dirigidos que fiz foram sobre energia solar, inteligência artificial (tema no qual passei a desenvolver uma pesquisa depois do camp) e rádio (esse último foi com um engenheiro da NSA #espiã #sqn haha), mas como também gosto de todas as áreas da ciência, procurava ver coisas novas nos seminários. As palestras, todos os campers tinham que assistir todas, mas isso não era ruim, pois aprendi sobre diversos temas que normalmente, não buscaria aprender sozinha ^^.
Aqui vemos imagens das atividades ciêntificas desenvolvidas no camp, da esquerda para direita temos: 1-Estudo dirigido sobre Energia Solar; 2-Palestra sendo ministrada no Rec Hall; 3-Seminário sobre alemão sendo ministrado.

Aqui vemos imagens das atividades científicas desenvolvidas no camp, da esquerda para direita temos: 1-Estudo dirigido sobre Energia Solar; 2-Palestra sendo ministrada no Rec Hall; 3-Seminário sobre alemão sendo ministrado.

  • Overnight Trips: Em todo summer camp nos EUA este tipo de atividade acontece: sair pela mata para fazer trilha, acampar, etc. Mas as viagens que só duravam uma noite no Science Camp eram especiais, além de naturalmente sair para escalar e fazer trilha (tive que fazer uma de 18km) também saíamos para atividades de cunho científico, por exemplo, fui para o NRAO (National Radio Astronomy Observatory – todos que assistiram Carl Sagan devem conhecer , se não recomendo o filme “Contato” dele, fala sobre isto^^) onde aprendi a operar um rádio-telescópio de 13 pés de altura (cerca de 4 metros).
Aqui sobre as nossas overnights. Da esquerda para direita temos: 1-Nós no NRAO; 2- Nós fazendo trilha; 3- Acampamento no NRAO ^^

Aqui sobre as nossas overnights. Da esquerda para direita temos: 1-Nós no NRAO; 2- Nós fazendo trilha; 3- Acampamento no NRAO ^^

Bem, acho que já falei o que tinha de falar sobre minha vida num acampamento de verão americano, se quiserem saber mais, tenho muitas coisas a contar. Só não escrevo mais aqui por que um futuro NYSC delegate pode ler este blog e não quero estragar as surpresas del@, pois grande parte da graça do National Youth Science Camp são as surpresas que são preparadas para nós. É isso, espero que tenham gostado. No próximo post falarei sobre a Virginia.