Estou ficando importante!!

Para quem começou nessa história de blog sem nenhuma pretenção, eu já estou ficando importante 😀 Quinta feira passada saiu o meu primeiro post como blogueira convidada em um blog beeem maior que o meu! Trata-se do blog da TV escola, o pessoal do MEC me convidou para lá para escrever um pouquinho da minha experiência no Caminhos do Mercosul, programa com o qual eu fui para a Colômbia!

Screenshot from 2015-05-24 00:29:18

Devo dizer que fiquei muito honrada com o convite e também muito feliz. Escrever é algo que gosto muito de fazer e ter um espaço maior para mostar o que eu vivi para outros jovens me deixa encantada! Gostaria que todo mundo pudesse ter alguma das oportunidades que tive, e participar de um programa como o Caminhos do Mercosul é algo que desejo para todos.

Tudo isso (post, divulgação) é por causa da próxima edição do Caminhos do Mercosul, que dessa vez levará 6 jovens brasileiros (entre 14 e 17 anos) para a Amazônia! Alguns itens úteis relacionados com tudo isso:

Bem, é isso! Participem do Caminhos do Mercosul ou incentivem quem possa a participar 😀

Literatura costumbrista colombiana

Em 2013, fiz o seguinte texto que foi um dos ganhadores do concurso de redações “Camiños del mercosur”. Espero que apreciem:

CAMINHOS DO MERCOSUL 2013

A Rota do Café”

A literatura popular Colombiana:

O Costumbrismo

Ana Maria da Costa Ribeiro

Campina Grande – PB

Maio de 2013

    1. Introdução

A literatura chamada como popular colombiana na convocatória deste trabalho nada mais é que a literatura costumbrista da Colômbia. O costumbrismo, podendo ser melhor traduzido por costumismo, é uma corrente artística-literária típica de países de línguas espanholas, segundo Chang-Rodriguez e Filer o costumbrismo literário é

Tendencia o género literario que se caracteriza por el retrato e interpretación de las costumbres y tipos del País. La descripción que resulta es conocida como “cuadro de costumbres” si retrata una escena típica, o “artículo de costumbres” si describe con tono humorístico y satírico algún aspecto de la vida..” (CHANG-RODRIGUEZ e FILER1988, Voces de Hispanoamérica , p 535.)

Em outras palavras, podemos dizer que o costumbrismo se caracteriza principalmente por mostrar a realidade e costumes de seus países. Apesar de conversar com o realismo, o costumbrismo se diferencia deste por apresentar uma visão crítica da sociedade enquanto o primeiro limita-se a descrevê-la, tendo o autor como um elemento neutro.

Há autores que apresentam o costumbrismo como uma face do romantismo, “Esse gênero não existe descolado de outros movimentos literários, há uma vinculação entre romantismo e costumbrismo” (RIBEIRO, 2009, Costumbrismo, hispanismo e caráter nacional em Las mujeres españolas, portuguesas y americanas: imagens, textos e política nos anos 1870. , p. 49), no entanto a grande parte dos autores o considera como um gênero independente.

Apesar de ser um gênero literário normalmente associado a língua espanhola, as origens do costumbrismo são um tanto quanto duvidosas, há indícios de que na verdade ele nasceu na Inglaterra e na França, segundo KIRKPATRIK (1978, The Ideology of Costumbrismo, p.28) Calderón apresenta o costumbrismo como um gênero espanhol começado no século XVIII por Clavirjo e Farjado, no entanto, os próprios costumbristas espanhóis se apresentam como uma adaptação do modelo francês, tendo como principais preceptores Victor Joseph, Etiénne e de Addison e Steele da Inglaterra.

Entretanto, ainda segundo Kirkpatrik, o costumbrismo como gênero literário ganhou importância real na Espanha do século XIX pela necessidade de mostrar de alguma forma as mudanças sociais que estavam ocorrendo neste período. O país encontrava-se numa situação caótica: tinha passado pela crise da independência da maioria das suas colônias na América na primeira metade deste século. Além disto, foi um período marcado por conflitos internos e intervenção estrangeira. Neste contexto, os artistas tentavam retratar e analisar criticamente a sociedade através da margem para fazer observações mais desapaixonadas e críticas, por isso a maioria dos autores costumbristas usavam pseudônimos.

Na América espanhola, o costumbrismo começou a se espalhar como um gênero popular, o principal expoente latino-americano do costumbrismo é o Peru, porém a Colômbia também tem uma forte literatura deste gênero, que tem como um dos temas, a rota do Café. Este trabalho analisará o costumbrismo colombiano no contexto da rota do café.

    1. O Costumbrismo na Colômbia

O costumbrismo foi o início da busca de uma literatura própria a da Colômbia, pois perceberam que a literatura poderia ser construída a partir da observação dos costumes nacionais, sem precisar adotar padrões, cenários e personagens europeus para escrever. Neste país, o movimento aparece entre os anos de 1830-1880, os costumbristas colombianos se dedicaram a mostrar uma sociedade de um país que acabara de nascer.

Os principais temas abordados pelos costumbristas colombianos em suas obras eram a vida rural e campestre, onde se fala da vida, das crenças e das formas de expressão dos povos que viviam em áreas ; o encontro entre o campo e a cidade e o campo e a rejeição de uma nova visão de mundo; e a criação de personagens que representassem as pessoas da sociedade, para não correr o risco de citar nomes, como sacerdotes, fazendeiros, policiais, entre outros.

A literatura era escrita por grandes proprietários de terras cultos, que não se diziam escritores, mas nos seus momentos de ócio acabavam por escrever textos que retratavam a sua realidade – Os trabalhadores rurais e o encontro da cidade e do campo. Por isso, a rota do café é um tema frequente nestas obras, já que a agricultura colombiana é grande parte composta pelo cultivo do café.

As principais características da literatura costumbrista colombiana são as seguintes:

  • Predomínio da descrição no lugar dos diálogos;

  • Propósito didático, moral ou político;

  • Prosa regional e local;

  • Procura defender a tradição local no lugar de influências estrangeiras;

  • Gírias locais na sua linguagem;

A novela foi o maior dos gêneros literários do movimento costumbrista, com grande número de adeptos na Colômbia, dentre eles podemos destacar José Miguel Marroquín Riquarte, José Eustáquio Paláquio e José Eugênio Diaz Castro, do qual falaremos da sua novela Manuela.

      1. Análise da Novela Manuela

Na Colômbia,uma das principal novela que tem como palco as comunidades rurais, como a da rota do café, é “Manuela” de José Eugênio Díaz Castro (1858), que foi um homem de campo e de educação própria.

A novela começa falando sobre um rapaz altamente educado (Demóstenes Bermúdez), que já tinha ido para França e para os Estados Unidos, o que é um símbolo de status na sociedade colombiana da época, este rapaz era noivo e tinha rompido o seu relacionamento.

Para relaxar, vai até um povoado campestre situado a um dia de distancia de Bogotá. Esta região é conhecida pelo cultivo do café e da cana-de-açúcar. O povoado da novela é um que não existe na realidade, e é chamado “Las Parroquias”, ele tem como característica ter um povo simpático e acolhedor.

Neste povoado, Demóstenes se abriga na casa de pensão da jovem Manuela, uma moça de 17 anos que foi prometida em um casamento arranjado com Dámasco, um jovem que trabalha em Ambalema, uma cidade distante. Lá, eles tem extensos diálogos, onde é possível que o leitor conheça os principais pontos de uma comunidade campestre colombiana. Apesar de ambos estarem comprometidos, a relação entre Manuela e Demóstenes não deixa de ser um tanto romântica, em algumas passagens como a seguinte, em que a Manuela ensina Demóstenes a dançar, podemos ver o clima que existia entre os dois:

Manuela ejecutó la primera lección, y su maestro se quedó admirado de sus buenas disposiciones. Ella había bailado valse dos o tres veces.

-Ahora te dejas rodear la cintura con uno de mis brazos y me entregas una mano a todo mi albedrío,

Don Demóstenes rompió el baile por la orilla de la sala, pero la discípula se resistía.”(DIAZ CASTRO, Manuela pag:81)

Um dos personagens de que eles falam, é Tadeu Forero, um draconiano -Político liberal não extremista – que deixa o vilarejo apreensivo por causa da sua influência. Ele é um tinterillo (alguém que começou a se formar em direito mas nunca concluiu e por isso faz trabalhos burocráticos a baixos custos) e faz diversos trabalhos ilegais e que enganam a população, secretamente, ele estaria manipulando o resultado de eleições que estariam para acontecer em breve. Além disso, Tadeu Forero é um homem que abusa de jovens, anteriormente, a maior vítima dos seus abusos tinha sido uma jovem chamada Cecília, no entanto ele passa a perseguir Manuela. As intrigas, a perseguição e tudo isso fazem com que Manuela fique no eixo da novela e que toda história fique ao redor dela.

O livro tem um final trágico: Demóstenes volta a cidade para se reconciliar com sua noiva; Manuela resolve se casar com Dámasco, no entanto, Tadeu coloca fogo na igreja para impedir o casamento de ambos. A jovem morre e a população é invadida pelo governo que tenta combater a “Revolución”.

Neste livro podemos ver quase todas as características do costumbrismo. O autor cria personagens fictícios para representar figuras da sociedade comum da época: Temos a figura dos camponeses, dos fazendeiros, do rapaz rico da cidade, do homem de negócios que esplora as pessoas, os militares do governo.

Temos o campo e as relações das pessoas deste como palco principal do livro, que constroem o seus “Cuadros Costumbres”, no entanto, apesar de a literatura costumbristas normalmente ser associada a falta de diálogos e ter grandes descrições, no entanto Manuela tem muitos diálogos e grande parte das descrições são em forma de diálogo.

    1. Conclusão

Há os que dizem que café é a bebida dos intelectuais, e talvez seja mesmo: Ele da energia , vontade e inspiração para fazer árduos trabalhos, desde produções cientificas à literárias. Esta energia trazida pelo café também é a energia do desenvolvimento econômico e social que vinheram para as províncias de Quíndio, Caldas e Risaldas, é a energia que faz belas paisagens e que também dá fama a Colômbia; mas não é só isso: As plantações deste belo grão também são inspiração para uma das literaturas mais facinantes que existe: O Costumbrismo Colombiano.

Estas plantações, cercadas de povoados cheios de gente amável, foram genialmente retratadas nas novelas e contos, através do “cuadro de costumbres” vemos nas palavras dos gênios da literatura o quão bela e emocionante as paisagens da Colômbia são. Já através dos “artículos costumbres”, era possível ler a crítica desses autores da sociedade em que habitavam.

Através destes relatos, a Colômbia foi montando a sua literatura: Sem temas Europeus ou de outras regiões do mundo. Podemos concluir que a observação do seu próprio país e cultura já é suficiente para a construção de uma literatura nacional fantástica.

REFERÊNCIAS:

Chang-Rodríguez, Raquel y Filer, Malva E.: Voces de Hispanoamérica. Antología literaria. Heinle & Heinle Publishers, Inc. Boston, Massachusetts, l988.

RIBEIRO, Edméia Aparecida. Costumbrismo, hispanismo e caráter nacional em Las mujeres españolas, portuguesas y americanas: imagens, textos e política nos anos 1870. Assis, 2009, 266 p. Tese (Doutorado em História) – Universidade Estadual Paulista.

KIKPATRICK, Susan. The Ideology of Costumbrismo. University of California, 1978.

Díaz Castro, José Eugenio. “Manuela” (1858). Edição online, disponível em <http://www.biblioteca.org.ar/libros/10024.pdf>, acesso em 25 de Maio de 2013.

Segundo dia em Bogotá e viagem ao interior

No meu segundo dia em Bogotá, visitei com o grupo alguns pontos da cidade. O primeiro deles foi o centro científico Maloca. O lugar é até legal se você não conhece muito aquelas coisas mais básicas da física como Gaiola de Faraday, etc. mas como nada daquilo era novo para mim, então foi meio entediante. Porém existe lá uma pirâmide muito legal com a qual tirei uma foto muito massa que parece alguma foto de série ou algo do tipo =P

 

Imagema tal pirâmide

O segundo lugar que fomos foi a Quinta de Bolivar, eu gostei muito de lá, dá pra sentir uma liberdade (não sei, o lugar é muito bonito e me encantou muito) e ao mesmo tempo, conhecer bastante sobre a história do libertador de grande parte da América do Sul.

Quinta do Bolivar, definitivamente um lugar para se visitar

Depois voltamos ao hotel para passar a nossa última noite em Bogotá, a qual teve a primeira de muitas fiestas brasileñas hahaha (Nossa delegação animava o pessoal geral) no salão do hotel. E depois, partimos para Armênia, uma cidade do interior, numa viagem que demorou mais de 8 horas de duração para percorrer um pouco mais de 150 KM a uma média de 13 Km por hora graças as lindas estradas que beiram a cordilheira dos Andes! No fim estava enjoada de tanto ver montanha e mato, mato e montanha, mas isso não foi tão horrível quanto ter que comer nos restaurantes de beira de estrada colombianos (eles não são legais, você pode ter coisas como minhocas misturadas aos seus talheres .-. )

E assim foram mais dois dias da minha viagem à Colômbia.

Levar Dollars ou Real?

Uma coisa que me perguntaram era como eu troquei dinheiro para ir a Colômbia. Vou falar aqui a minha experiência naquele país, mas acho que deve servir para pessoas que estão querendo viajar para países com a situação econômica parecida (como Bolívia, Argentina, Peru, Venezuela, etc).

pesos

Meus últimos dois mil pesos colombianos

A moeda utilizada na Colômbia é o Peso colombiano (cop), um Real pode valer de 800 a 1300 pesos colombianos. Quando fui viajar, o governo da Colômbia nos mandou um guia dizendo que Dólar era a moeda estrangeira  mais aceita lá e que dificilmente conseguiríamos trocar outra moeda por cop.

No entanto, quando fui viajar o Dólar estava caro pacas, o valor de venda na Casa de exploração Câmbio de Campina Grande estava 2,70 brl para 1 usd (o dólar comercial estava cerca de 2,50 brl). Então acabei levando só cerca de 40 Dólares que tinham sobrado da minha viagem para os Estados Unidos e cerca de 300 reais em espécie (não estava muito preocupada em não poder trocar porque como o governo pagaria as despesas, esse dinheiro era só pro extra como presentes, livros, camisetas, chaveiros etc.), Visa Travel Money não é uma opção para Colômbia porque estes cartões só funcionam  com euro e dólar na maioria dos bancos que os oferecem, Cartão de Crédito internacional é legal mas você vai ter que pagar todos os impostos de importação e além disso não dá pra comprar um chaveirinho numa barraquinha com cartão.

Ao chegar no aeroporto de Bogotá, vi que lá havia uma Casa de Câmbio grande que trocava inclusive reais. Acabei trocando 230 reais a um preço ruim, o valor da venda ficou cerca de 850 cop, mas como sabia que dificilmente conseguiria trocar real na rua ou numa casa de câmbio menor, então foi o jeito. Algumas pessoas trocaram DOLLARS por Pesos colombianos no aeroporto, NÃO façam isso, o Dollar é uma moeda estável, valorizada demais e boa demais para ser trocada lá, além disso, algumas lojas na Colômbia só vendem em Dollar (principalmente lojas de eletrônicos, lembro de ter visto um iPad 2 por 700 dólares lá) e em qualquer Shopping ou rua é possível trocar Dólares pra peso por uma cotação melhor que a oficial.

No fim, apesar do meu dinheiro ter se desvalorizado (pois o valor do peso em relação ao real acabou variando muito durante a minha estadia, o valor passou de 850 a 1100 Pesos por 1 Real), valeu muito a pena ter trocado no aeroporto, pois não achamos no caminho nenhuma casa de câmbio que fizesse Real pra Peso (alguns colegas brasileiros trocaram pouco na esperança de achar uma cotação melhor, mas acabaram não conseguindo mais dinheiro) e ninguém conseguiu achar na rua alguém que tivesse Dollars ou Pesos e quisesse Reais.  E outra dica importante é não trocar mais que você vai usar, porque de jeito nenhum você vai conseguir vender Pesos colombianos ou usar noutra viagem, tente gastar até só ficar uma nota de lembrança.

Viagem para Bogotá

Minha viagem para a Colômbia começou como muitas outras, uma hora e meia da minha casa ao aeroporto, 3 horas de João Pessoa até São Paulo onde conheci a Júlia (a nossa “tia”, a representante do MEC responsável por nós) e o resto da equipe que iria viajar comigo: 5 rapazes (fui a única menina a ganhar o concurso no Brasil).

De lá pegamos um voo de 6 horas até Bogotá. Devo admitir que estava com um pouco de receio em passar pela imigração, pois a não tinha nenhum documento que comprovasse a nossa situação de estarmos visitando o país como estudantes ganhadores de um concurso, cheguei na imigração de mãos abanando (enquanto na dos EUA, tinha levado uns 2KG de papel mais um visto), no entanto, é super fácil entrar na Colômbia, eu disse que ficaria apenas 15 dias mas eles me deram um visto para 90 dias, nos EUA não consegui nenhum dia a mais do que os meus documentos disseram que eu iria ficar.

Ao desembarcar na Colômbia, vi uma das coisas mais bizarras da minha vida até agora em aeroportos: eles não usavam raio X ou coisa do tipo para revistar as malas na alfandega, mas sim cães. Penso que é por causa da sensibilidade desses animais em detectar drogas (afinal, a Colômbia é super famosa pelo narcotráfico) mas não sei porque é na entrada, afinal quem levaria droga de fora da Colômbia para dentro dela?

 

Cães sendo utilizados no lugar Raio X, Scanners ou Detectores de metal para revistar pessoas e malas.

Cães sendo utilizados no lugar Raio X, Scanners ou Detectores de metal para revistar pessoas e malas.

Após isto, saímos do aeroporto e uma equipe do Ministério da Educação colombiano já estava esperando por nós, eles começaram a falar espanhol (eu nunca tinha estudado espanhol, apesar de conseguir entender) e a partir daí percebi que seria um pouco difícil  ter atividades numa língua desconhecida, mas a vantagem é que consegui aprender bastante espanhol graças à imersão. As minhas primeiras impressões sobre Bogotá é que era uma cidade parecida com muitas brasileiras (se não fossem os andes que a cercavam): tinham suas partes nobres, mas também muitas favelas onde não havia nem saneamento básico.  O fato da cidade está localizada a uma altitude de quase 3 mil metros me fez ter um pouco de dificuldade para respirar, minha face doía bastante, mas os outros companheiros brasileiros não tiveram a mesma dificuldade que eu.

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Vista da cidade de Bogotá do meu quarto no hotel.

Ao chegar no hotel, a maioria das delegações já estava lá. Devo admitir que a delegação boliviana me chamou muita atenção, lá no NYSC nos EUA, a Bolívia tinha uma das maiores delegações (com 4 delegates) mas todos eram brancos, já a delegação do Caminhos do Mercosul, 5 eram indígenas e uma mulata, acho que isto reflete como o inglês é uma língua de acesso difícil para as pessoas de baixa renda, já que na Bolívia, assim como na América Latina, os brancos em geral são de classe mais alta. Todas as delegações em do NYSC e do Caminhos do Mercosul demonstravam essa diferença racial, mas a da Bolívia me chamou atenção pelo que já falei acima.

Meu primeiro passeio em Bogotá aconteceu no mesmo dia, fomos para o museu do ouro e dar uma volta no centro da cidade, que é muito bonito.

Caminhos do Mercosul

Irei começar a falar neste post sobre uma outra viagem que fiz (já que encerrei os posts do NYSC e não me senti inspirada a fazer um post de conclusão, deixo este para depois).  Para começar, irei falar do programa que participei com um FAC feito a partir de perguntas dos meus amigos.

https://i2.wp.com/portal.mec.gov.br/images/stories/noticias/2013/cartaz_conc_mercosul.jpg

 

O que é o Caminhos do Mercosul?

É um concurso histórico-literário promovido pelo Mercosul Educacional em parceria com os ministérios da Educação dos países participantes  cujo prêmio é uma viagem com tudo pago para 6 estudantes com destino a algum país do Mercosul.

Quem pode participar?

Estudantes de escolas públicas que tenham 16 ou 17 anos na data da viagem.

Você pode escolher o país?

Sim e não. Cada ano é eleito um país diferente para ser sede do concurso na cúpula do Mercosul, por exemplo, em 2011 foi o Paraguay, em 2012 foi o Uruguay, em 2013 foi a Colômbia (o qual participei) e em 2014 será a Bolivia. O único jeito de escolher, é se você tiver 16 anos, esperar para se candidatar apenas no ano seguinte, mas é uma medida arriscada.

O que fazer para participar?

Para participar deve-se escrever um trabalho (pode ser um artigo científico ou literário) de cerca de 10 páginas sobre um dos temas propostos, todos os anos o país sede do concurso dá 5 ou 6 temas diferentes para que o trabalho seja escrito, o trabalho pode ser feito em qualquer uma das línguas oficiais do Mercosul (português, espanhol ou guarani), no meu caso, escrevi sobre literatura Costumbrista colombiana. Todos os anos, o MEC lança um edital para entrega dos trabalhos entre Abril e Maio, então fiquem atentos 😉

Bem, as principais dúvidas que me foram apresentadas foram estas. Se quiserem mais esclarecimentos sobre o programa, podem perguntar. Sobre como foi a viagem, bem, isto contarei nos próximos posts =D