Primeiras impressões sobre diversas cidades

Qual foi a primeira frase que você pensou ao visitar uma cidade nova? Eu me peguei pensando nisso, e resolvi escrever algumas primeiras impressões sobre 5 cidades que conheci (Se gostarem do Post, faço uma parte 2 com mais 5 cidades).

1 – Washington D.C. -EUA

DC1

“Americano gosta mesmo de uma guerra, hein?”

A coisa que mais me impressionou em Washington D.C. foi a quantidade de monumentos sobre guerras que eu vi! Não eram poucos! Em homenagem à Primeira/Segunda Guerra, Guerra Civil, Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã e por aí vai!  Muito louco!

2 – Friburgo na Brisgóvia – Alemanha

Em Friburgo, Alemanha

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“Estou num conto de fadas?”

Para quem não sabe, Friburgo é uma cidadizinha muito linda no Sul da Alemanha. Ela fica do lado da floresta negra, e fui lá participar duma conferência. A cidade parece ser de conto de fadas, com suas cerejas na floresta, o famoso pão preto das fadas, e tudo mais! Eu amei demais essa cidade!

3 – Paris – França

Paris

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“Meu Deus, tô aqui! Ahh to morrendo!! :O :O”

Para mim, conhecer Paris sempre foi um sonho de infância!! Quando cheguei lá foi um mix de felicidade (eu não acreditava realmente que eu estava lá, que Paris existia para mim) com tudo! Foi demais! Paris está no meu coração ❤

4 – Brasília – Brasil

Meu Deus, mas qurle cidade linda… (8) #Brasília

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“Mas o que? A melhor vista da cidade é a da rodoviária?”

Pois é, meus amigos que nunca foram pra Brasília. O lugar onde fiz a foto acima foi na rodoviária de Brasília: um lugar horrível, cheio de trombadinhas, comida horrível de rodoviária, mas é o lugar onde dá para ver toda a esplanada dos ministérios. Vai entender, né?

5 – Londres, Inglaterra

Parlamento

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“Mas ninguém fala inglês aqui??”

Em Londres você vai escutar todas as línguas na rua: português, húngaro, italiano, japonês, espanhol, russo, eslovaco etc. mas raramente vai ver alguém conversando em inglês no meio da rua, no metrô, etc (pelo menos foi essa a minha impressão)! Claro que você vai ser atendido em inglês, e que você vai achar os serviços em inglês: inglês ainda é a língua oficial. Mas a língua de fato de Londres são muitas! Parece que todo mundo é estrangeiro lá (de turistas a moradores). Londres foi a cidade mais cosmopolita que já visitei!

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E aí pessoal, gostaram do Post? Se sim, posso escolher mais 5 cidades para falar minhas primeiras impressões (visitei tantas, dentre cidades “desejo” visitei São Francisco, Berlim, Roma, Milão, Zurique, Boston, Bogotá, Rio de Janeiro, dentre outras). Você já visitou algumas dessas cidades? Se sim, conta como foi a sua experiência: você teve uma impressão diferente da minha =)

Viajar no Inverno é horrível

Já tive a oportunidade de ir para  o exterior em todas as estações do ano: Verão (EUA, e em breve Europa), Primavera (Colômbia, ok, nem tão primavera assim e daqui a pouco Europa), Outono (Europa) e agora Inverno (EUA), e eu não sei qual é a melhor estação do ano para se viajar, mas com certeza sei qual é a pior: o inverno.

Quando eu comecei a pensar em viajar para o exterior (e antes de viajar de fato), achava que com certeza o Inverno seria a melhor estação, porque qual era a graça de ir para os EUA ou pras Europa sem ver neve? Ver neve é uma das principais coisas da viagem… E de fato, ver neve era um sonho para mim, mas acabou se tornando um pesadelo!

Caminhando na neve: oh sofrimento

Talvez porque a região dos EUA que eu fui (Massachusetts) fosse extremamente fria, podendo chegar a temperaturas de -30ºC (o mínimo que peguei na viagem foi -18ºC, e raramente a temperatura chegava a -2ºC, normalmente ficava em -7ºC), então se você for para uma região que tenha um inverno mais brando (Ex.: Itália, Espanha, Flórida, etc.) talvez você não sinta o que senti.

Bem, a primeira coisa que deixa a viagem horrível é o frio extremo, mas não é aquele friozinho que a gente pode pegar num inverno em São Paulo ou  em qualquer região do Brasil, é um frio indiscritível. Já aconteceu de eu está caminhando e não está aguentando o frio, e ter que parar em algum lugar para me esquentar, comprar peças de roupas extras e/ou tomar alguma bebida quente. Era quase impossível caminhar por mais de 10 min sem ficar congelando, então esqueça os longos tours a pé que você faria para conhecer a cidade se estivesse no verão, quando fiz um tour em Harvard (por exemplo), no lugar de admirar a universidade, queria que a guia parasse de falar logo para eu ir para um local quente.

Rio congelado em Boston – MA

Depois tem o ar super seco. Sem brincadeira nenhuma, nunca me senti mal em regiões super secas do Brasil (como Brasília ou Cuiabá), mas quando cheguei nos EUA neste inverno, meu nariz sangrou que não era brincadeira com o ar seco… Outro problema ocasionado por isso são uns choques bizarros que se toma ao encostar qualquer coisa (pessoas, maçanetas, o sofá), etc. devido a energia estática acumulada. Sem contar na pele e no cabelo, que desidratam que é uma beleza, eu nunca vi meu cabelo mais sem volume e sem graça.

Outro problema é a mudança de temperatura, dentro dos locais é super quente, fora é super frio. Então em qualquer canto que você entre é aquele tira e coloca de casaco, e quando o lugar tem um canto para guardar as suas coisas, bom, quando não… Aí é carregar um casaco super pesado o caminho inteiro.

Depois tem o fato de ter pouquíssimas horas de sol todos os dias. Nos EUA no verão, o sol nasce as 7 da manhã e se põe as 9 da noite, no inverno, nasce umas 9 da manhã e se põe as 4 ou 5 da tarde. Então dá 6 horas da tarde e tá aquele breu enorme, como se fosse umas 2 da madrugada, o que faz com que muitas atrações turísticas fechem mais cedo (muitos museus tem horários de verão e de inverno).

Outro problema é a própria neve, ok a neve é linda, mas é horrível! Quando passei por uma nevasca em Boston tudo fechou, foi super complicado voltar pra casa, porque o metrô ficou fechado por um tempo, tivemos que pegar um busão especial… Além do que a neve é escorregadia, então altas chances de levar tombos (E cair na neve não é legal e fofinho como parece, sua bunda depois fica parecendo carne de frigobar por causa da textura e temperatura que ela fica depois). Além disso, praticar skying nem é tão legal como se parece, você cai mais do que qualquer outra coisa (e aí sua bunda se transforma mais ainda em carne de frigobar).

Skiando ou Transformando minha bunda em carne de frigobar (PS: não sou tão gorda assim, são as roupas)

E aí? Já viajaram no inverno? Concordam comigo?

Trem e ônibus na Europa

Eu vou para Londres baby! Para quem não sabe, fui aceita num programa de estágio de verão da Mozilla, e por isso vou passar um tempo em Londres 😀  Mas eu já sei que vou ter que ir para a Alemanha (mais especificamente, para Friburgo em Brisgóvia) para participar de um evento lá que tem relação com a minha área e com o meu estágio.

Londres fica um pouco distante de Friburgo (são cerca de 800 KM), fazendo comparações a nível BR, é a mesma distância de ir de Brasília – DF para Palmas – TO (também são cerca de 800km), nem tudo na Europa é tãao pertinho quanto se parece. Então a primeira solução que se pode pensar é “vai de avião, ué”, alguém que está em Palmas e quer  ir a Brasília de modo rápido e confortável certamente pensaria assim (e não estaria errado), mas na Europa temos vários motivos para não fazer isso.

O primeiro deles é que ir para aeroportos na Europa normalmente é mais caro que no Brasil. Quanto você estaria disposto a pagar num taxi que te levasse para o aeroporto da sua cidade (se esta não for São Paulo)? 50 reais? 60 reais? Bem, na Europa custa este valor, só que para ir de trem. O trem para ir dos aeroportos de Londres (Heathrow ou Stantsted) para o centro da cidade custa cerca 10£, isso mesmo 10 fucking libras (com a taxa atual, fica cerca de R$52). A cidade que eu vou na Alemanha (Friburgo) tem cerca de 250.000 habitantes e  não tem aeroporto, então teria que ir para Munique, Frankfurt ou Basel (Suíça) e de lá pagar cerca de 20€ ou 30€ num trem até Friburgo (com a taxa atual,  seria algo entre R$80 e R$120), então além da passagem eu teria que gastar entre R$ 260 a R$ 340 para ir de avião (duas passagens de R$ 52 do centro de Londres para o aeroporto e ainda mais 2 passagens de trem)! Sem contar que as companhias lowcost da Europa (como Ryannair) cobram até para você ir no banheiro e são muito restritas com as bagagens que possam ser despachadas. Ciente de tudo isso eu resolvi tomar uma decisão: ir por terra (as estações de trem e rodoviárias são no centro da cidade)

Eu já queria passar um final de semana turistando em Paris, então resolvi comprar primeiro o trecho da minha jornada até friburgo sendo “Londres – Paris” na sexta a noite. Por indicação de um amigo resolvi usar o site Capitain Train (que apesar do nome vende passagens de busão também), e no meio dos preços altíssimos da EuroStar (companhia de trem) vi uma salvação: o ônibus.

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Ok, eu sei que são 10h de viagem (eu li que eles normalmente fazem em 8h, mas colocam 10 como margem de segurança) mas são 100 euros de econômia em relação ao trem, 100 euros para mim é muito dinheiro. Além disso quero sair de Londres na Sexta a noite (a partir das 22:30h, já que tenho um evento nessa noite para ir em Londres, portanto não posso sair mais cedo), e se eu fosse de trem chegaria em Paris cerca de 1 da manhã e teria que arranjar hospedagem para esse dia. Então ir de ônibus pareceu a melhor opção: passaria a noite toda viajando e chegaria segunda de manhã dormida e pronta para esplorar Paris (consigo dormir em ônibus e avião \o/), além disso ônibus pelo o que vi na Net não parece com muitos que tem no Brasil que é quebra mas não quebra, com umas ratazanas enormes e baratas correndo no chão, uma tristeza. Parece ser um ônibus todo equipado e com wifi e tomadas (depois da viagem farei uma resenha para vocês de como é viajar de ônibus pela Europa).

 

ouibus

Procurando no Google, esse é o interior do Ouibus, parece confortável, não?

O segundo trecho “Paris – Friburgo” eu procurei no capitain train e ele me deu a sugestão de ir de busão até Estrasburgo na França e de lá pegar o trem para Friburgo, novamente, a ecônomia de se viajar assim girava em cerca de 100€ e eu pensei: Por que não?  Eu comprei as passagens de ônibus pelo próprio site “Capitain Train” que me permitiu pagar com Paypal (yeah!), eu também comprei a de trem, mas acabei cometendo um erro: Eu estou no momento sem cartão de crédito internacional, e a Deutsche Bahn (empresa que faz o trecho Estrasburgo – Friburgo) não aceita passaporte como identidade, só a carteira de identidade de alguns países da Europa (Não de todos os países da UE, então se você for um português lendo isto ou um brasileiro com cidadania europeia é bom checar se pode viajar com sua identidade na Deutsche Bahn) ou cartão de crédito! O site Capitain Train queria me obrigar a pagar tudo com cartão de crédito por causa dessa regra maluca da Deutsche Bahn, então extornei minha compra com Paypal (eles devolveram o dinheiro direitinho, sem taxas adicionais) e acabei comprando as passagens de trem no próprio site da Deutsche Bahn, consegui colocar um cartão que tenho como documento de identidade e pagar com Paypal.

Por enquanto é isso, depois faço resenhas dos meios de transporte que pegarei.

Dicas para conseguir um intercâmbio/viagem de graça #1

Uma das coisas que mais me pedem é para ensinar como eu consigui todas as minhas viagens (para quem não sabe, já consegui 4 viagens internacionais de graça e diversas nacionais), tem gente que diz que tenho sorte, eu acho que mais que sorte eu tenho estratégia. Nesse post vou falar de algumas e no da semana seguinte completarei (são muitas dicas). Ah sim, não se esquece de curtir a página do blog para ficar ligado em cada post novo 😀

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Dica 1 – Pesquise: 

Se você está lendo isso daqui, você tem acesso a internet e a um computador, então faça bom proveito deles! Tem muita gente que diz que basta pesquisar no Google “Intercâmbio gratuíto para o local x”, mas eu pessoalmente acho que nunca encontrei uma oportunidade assim (geralmente antes de aparecer algum programa de intercâmbio gratuíto, aparecem trocentos sites de agências de intercâmbio pagos que pagam para aparecer no topo do Google), em geral vejo oportunidades em sites e páginas relacionados a isso, tem alguns que eu gosto muito, como o Partiu Intercâmbio, o Estudar Fora e o InspiraSonho, na página do meu blog no facebook estou sempre postando oportunidades que conheço também, então curtam a página do blog. Outros canais que costumam postar oportunidades mas não são especificamente para brasileiros (alguns são mas outras não) são o Youth Opportunities, a  ONU, entre outros, nesses vocês vão ter um trabalhinho maior para filtrar (e sim, se você conhece algum outro site/página que poste oportunidades, comente aqui)

Outra fonte de pesquisa que eu uso muito são grupos no facebook, como o grupo da minha universidade, grupos de comunidade de Alumni que faço parte, etc. eu não tenho um grupo específico para indicar para vocês (porque muitos deles são fechados a pessoas que participaram de um certo programa, que são de uma certa universidade, etc.), mas eu acho que vocês devem conhecer algum grupo assim. Fiquem ligados neles!

Também fique ligado nas pessoas que você conhece, se você viu que um colega seu participou de um intercâmbio legal, não tenha vergonha de perguntar! Eu consegui ir para o caminhos do mercosul assim! Eu conhecia um rapaz que eu vi postando sobre essa viagem (ele tinha participado no ano anterior a mim), e eu pedi dicas e informações para ele. Ele até me mandou algumas dicas de como ele fez a redação dele no ano anterior, e eu acabei conseguindo graças a ajuda dele também!

Dica 2: Se adapte

Muita gente vai lá, acha as oportunidades de bolsas de estudo, prêmios, etc. mas tenta, tenta e nunca consegue ganhar, muita gente acaba se decepcionando e desistindo de competir nessas coisas. Um dos maiores problemas que vejo é que as pessoas são muito cabeça dura. Por exemplo, se você vai participar num concurso de redação, é importante ver como as redações ganhadoras foram, por mais que você tenha um estilo literário que você considera lindo, se você quer ganhar o concurso e não mostrar o seu estilo para o mundo, você tem que escrever como o concurso quer que você escreva, então leia as redações vencedoras dos anos anteriores e tente extrair a essência delas e fazer algo parecido.

Se você vai para um concurso que vai te julgar por sua personalidade, tente conversar com os vencedores dos anos anteriores e ver como eles são, não tente imitar a personalidade deles (isso nunca funciona) mas tente ver quais características eles tem em comum (por exemplo, fazer trabalho voluntário) e tentar fazer também! É mais difícil, mas não é impossível e provavelmente vai te fazer bem também, mesmo que seu objetivo primordial for passar numa seleção de algo, é possível que você também tenha muita felicidade tentando “imitar” pessoas que são incríveis! É claro que você nunca vai ser outras pessoas, mas você vai ser uma versão melhor de você mesmo! O mesmo vale para coisas que vão te selecionar de acordo com o seu desempenho acadêmico, se a pessoa que foi selecionada anteriormente sempre participou de projetos de pesquisa, então faça o mesmo, se envolva em pesquisa também! Se adapte, e se melhore, essa dica é primordial para qualquer coisa na vida.

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Essa é a parte 1 desse post, semana que vem volto com mais duas dicas!

Vou para os EUA novamente: programa SUSI

Antes de ler o post, peço que responda esta pesquisa e que curta a página do blog no facebook, ajuda bastante!

Pois é! Vou visitar novamente a terrinha do Tio Sam! Dessa vez eu vou para Massachusetts e New York (pelo menos com o que sei até agora, acho que talvez vá visitar outros estados) com todos os custos pagos pelo Departamento de Estado Americano!

 

391528_474216152590071_2003655656_nEu vou pelo programa Study of the US Institutes for Student Leaders (ou SUSI, ou Student Leaders para os mais íntimos). Esse programa funciona basicamente assim: existem vários tópicos que você pode estudar (estão especificados os temas de estudo no link acima), e chegando nos USA, você vai fazer um curso de cerca de um mês em algumas universidades e institutos americanos. Eu ainda não tenho certeza em quais universidades serão as minhas aulas (eles estão mandando as informações aos poucos), mas pelo relato de pessoas que participaram em edições passadas, vou ter aulas em Amherst College, University of Massachusetts, MIT, Harvard e City University of New York. O tema que foi escolhido (não por mim, mas pela embaixada) para o meu Institute foi o penúltimo da lista no site que linkei acima, U.S. History and Government, confesso que não erao  que mais me interessava dos tópicos citados (me interessaria muito mais, mudança de clima, ou liderança feminina, etc), mas eu espero tirar muito proveito mesmo assim.

Os requisitos para participar no programa estão no site, mas dentre eles estão ter entre 18 e 25 anos, ser universitário e ter um bom desempenho acadêmico (a área de estudo pode ser qualquer uma, para vocês terem uma noção, nessa minha edição são 5 selecionados: eu de computação, um rapaz de engeharia, uma moça de ciências sociais, outra moça de medicina e um outro rapaz que estuda letras). O processo de seleção para o SUSI no Brasil é que é um mistério atualmente. Eu já sabia da existencia do programa desde o Ensino Médio, tinha um grupo no facebook para os candidatos ao programa “Jovens Embaixadores” e muita gente falava, “ah se não passar no JE, tenta o SUSI ano que vem”, até 2011, o SUSI tinha um processo seletivo bem claro e aberto e era bastante divulgado e tinham bastante vagas para o Brasil. Quando o Governo Federal resolveu lançar o Ciência sem Fronteiras, a Embaixada dos EUA resolveu diminuir o programa no Brasil (diminuir a divulgação e o número de vagas) porque muitos jovens universitários já teriam a oportunidade de estudar numa instituição americana.
Esse ano eu finalmente tinha me tornado universitária há mais de um semestre (requisito do SUSI) e ainda tinha um resquício na memória que o programa existia. Por volta de Abril desse ano, eu vi alguém comentando num grupo do Facebook que tinha ido para o SUSI ano passado, e eu comentei algo como “Nossa, nem sabia que o programa existia ainda” (tinha parado totalmente de ouvir falar dele), aí mandei um email para um contato na embaixada dos Estados Unidos que tinha e ela me fez um monte de perguntas (para saber se eu preenchia o perfil do programa) e disse “Muito bem, depois a gente fala com você”. Em agosto ou setembro desse ano chega um email da embaixada: você foi indicada para o SUSI, complete a sua inscrição. Eu completei e finalmente em outubro veio o resultado: eu tinha passado!

Eu soube tanto por um ex-professor meu que participou do SUSI quanto por colegas que também foram selecionados (somos uma equipe de 5) que pessoas de outras edições e funcionários da embaixada dos EUA podiam indicar candidatos para que eles completassem a seleção e que fossem selecionados por Washington(no total soube que tiveram 100 inscrições completas), talvez ano que vem, se for igual a esse ano eu possa indicar pessoas também (então meus amigos que querem participar do programa, falem comigo por volta de agosto de 2016). Mas sabe-se lá se vai mudar ou não com a decisão de congelar o CsF.

De toda forma, em janeiro embarco para essa aventura, vou  contar detalhes aqui no blog para vocês! 😀

 

 

Passeando por Turim

Turim é uma belíssima cidade, capital do Piemonte. Turim foi a primeira capital da Itália quando esta se unificou (antes de Florença e Roma!), por isso tem toda a estrutura de uma cidade real: palácios e mais palácios! O evento que eu fui mesmo, ocorreu no “Polo reale” (mais especificamente no palácio Madama) de Turim, e era maravilhoso! Eu confesso que não vi tanto da cidade quanto gostaria (pouco tempo na cidade, agenda apertada), mas o pouco que vi me agradou muito!

Eu confesso que não tinha muito roteiro por Turim, eu sai andando na cidade feito uma louca e entrando nos lugares que me chamavam a atenção (a cidade é muito fácil de se andar, e além disso eu sabia que se me perdesse eu podia procurar qualquer parada de ônibus com o número 11 para voltar para onde estava hospedada), o que não foi tão ruim! Eu cheguei em alguns pontos que me encantaram muito, ver as ruínas dos romanos (a cidade foi fundada por romanos no século 2 A.C.), a cidade tem um portão romano que murava a cidade no início da mesma! Eu também achei muito legal um resquício de anfiteatro romano que ainda era usado para apresentações artísticas!

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Anfiteatro romano

Anfiteatro romano

Portão romano

A parte católica de Turim também é imperdível! Eu fui entrando em todas as igrejas que via pela frente, porque tinha certeza que viria uma obra de arte! Eu sabia também que Turim é a cidade do Santo Sudário, mas não sabia onde ele ficava! Até que por um acaso entrando nessas igrejas da vida, entro na catedral da cidade, onde o Santo Sudário fica guardado!

Foto do altar da catedral de Turim

Foto do altar da catedral de Turim, o sudário fica nessa parte dourada a direita

Onde o sudário fica guardado

Onde o sudário fica guardado

Turim é altamente conhecida também pelos seus museus, infelizmente o único bom museu que tive tempo de visitar foi o museu egípcio (entrei em alguns museuzinhos de igreja que não valem tãao a pena), gostaria de ter visitado também outros museus, como o museu do cinema, e uma vila medieval que são bem famosos também, mas não tive tempo (espero que eu tenha oportunidade de voltar!). O museu egípcio de Turim é o segundo maior museu egípcio do mundo (o maior fica no Cairo), me lembrou muito os museus do Smithsonian que visitei nos Estados Unidos, que para mim são os melhores museus que já visitei (a título de comparação, o pior museu que visitei foi o do homem sergipano em Sergipe, não tem nada de interessante para se ver, então a minha escala de museu tem o do homem sergipano na base e os do Smithsonian no topo, quanto mais próximo de um museu do Smithsonian, melhor é o museu na minha escala e o museu egípcio de Turim é nível Smithsonian, ou seja pontuação máxima na minha escala).

O que achei mais interessante no museu egípcio de Turim é que ele não é só egipcio, ele é romano também! A primeira peça que nos deparamos lá é uma peça romana que tenta imitar o estilo egípcio, e meio que foi pela descoberta dessas peças romanas que os italianos começaram a ter interesse de buscar mais e mais sobre a arqueologia egipcia e trazer cerca de 20 mil peças do Egito para Turim.

Peça romana no início do museu

Peça romana no início do museu

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Múmias no museu, me senti num filme =P

Turim também é uma ótima cidade para se fazer compras, se equipara até a Milão! Tem lojas de tudo quanto é grife e marca famosa: Prada, Chanel, Armani, Louis Vuitton, Dior, Dolce&Gabbana, etc. e várias marcas de maquiagem também: MAC, Sephora, etc. Como sou pobre, é claro que não comprei nada nessas grifes, só maquiagem 😛 Mas também tem loja muito boa a preços mais acessíveis xD, além disso, todas as manhãs num lugar chamado “Porta Palazzo” eles fazem uma feira, que segundo o que me disseram é a maior feira a céu aberto da europa, é ótimo para comprar queijos, massas, fungos etc. (apesar da maioria das comidas não poderem ser trazidas para o Brasil, também é bom para se comer lá, eu trouxe um macarrão pra casa ^^).

Feira a céu aberto em Turim

Feira a céu aberto em Turim

Basicamente foi isso que fiz na capital de Piemonte!

Itália: nunca me senti tão em casa

Na minha viagem a Itália foi a primeira vez que me senti realmente bem recebida num país no exterior por ser brasileira. Quando fui para os EUA, e dizia que era brasileira, uma boa parte mal sabia qual língua falávamos ou qual era a nossa capital, alguns ainda acertavam que falávamos português e que era Brasília, mas era a minoria. Na Colômbia eu de fato falei com poucos colombianos, mas a impressão geral era de que eles viam o Brasil e os brasileiros como um país mais desenvolvido na mesma região, e por isso havia muita influência brasileira lá (como música brasileira, comida brasileira, etc) mas não uma verdadeira “paixão” pelo país.

Quando fui para Itália a primeira coisa que me fez ver que o Brasil era muito amado foi uma revista de bordo da Alitália com o Rio de Janeiro na capa e por dentro uma reportagem de 5 páginas sobre música brasileira, eles falavam de Gaby Amarantes, de Maria Gadu, entre vários outros cantores não “tão famosos” do Brasil (nos EUA só conheci gente que conhecia no máximo Tom Jobim, mas ninguém sabia desses cantores mais recentes), eu fiquei pensando: “ok, deve ser porque é um vôo internacional entre Roma e São Paulo, compreensível”, mas quando peguei o vôo local entre Turim e Roma, a mesma revista estava lá :3

Eu falei sobre a revista para o meu amigo que me recebeu em Turim assim que cheguei lá e ele disse que os italianos tem grande admiração pelo Brasil, que São Paulo tinha mais italianos que Roma e que eles sabiam disso. Depois disso eu comecei a tentar conversar com italianos na rua, no ponto do ônibus, na cadeira do lado etc. o “tentar” é porque meu nível de italiano é ridículo, tende a nulo, mas eu conseguia misturar o francês com português e espanhol com palavras chaves em italiano e falar algo que a maioria entendesse. Eles tendiam a ser bem simpáticos quando sabiam que eu era brasileira, e quando contava que a família da minha avó era de descendente de italianos eles sempre diziam: “Ah eu sabia que você tinha algo de italiana”, etc.

Eu descobri que também tem uma brasileirinha chamada Ana Maria Ribeiro que eles admiram muito: há ruas e estátuas em homenagem a ela, mas calma, não sou eu ainda, trata-se da esposa do grande herói local Giuseppe Garibaldi, descobri que por coincidência o sobrenome de solteira de Anita Garibaldi era Ribeiro, e o segundo nome era Maria :3

No geral os italianos eram super amáveis, eu cai uma vez de biclicleta na rua e já vinheram 2 ou 3 pessoas me ajudar, perguntando se eu estava bem, se eu precisava de ajuda, etc. eles também quando eu não começava a conversar, vinham umas velhas e começavam a conversar comigo, igual no Brasil, a pessoa já saia do busão sabendo de todas as dores no calcanhar da veia. eles eram bem curiosos também, perguntavam bastante coisa (como falei em outro post, o Michael fez duas mini palestras sobre o esperanto baseado na perguntação de outras pessoas), eu amei o temperamento dos italianos nessa curta experiência que tive. É claro que há pessoas mal educadas, mal humoradas, etc. mas a impressão geral é que a Itália é feita de um povo super amável e receptivo.