Como a apostila de Haia facilita o processo de dupla-cidadania

Quem está no processo de aquisição de dupla-cidadania (eu estou fazendo, ou talvez já tenha quando você estiver lendo, a portuguesa, mas se aplica para italiana, espanhola, alemã, etc) deve ter reparado em uma nova exigência da embaixada ou consulado: uma tal de apostila (ou apostilha) de Haia. Em vários sites dizem que isso facilita o processo de cidadania, mas como?

Resultado de imagem para dupla cidadania

Foto só para ilustrar o post, não achei nenhuma legal com o passaporte português, então vai o italiano mesmo.

Eu também não entendi quando vi a notícia: caso você esteja perdido nisso de apostilha, o Brasil aderiu em Agosto de 2016 ao tal consenso de Haia, todos os países que fazem parte desse acordo tem o direito de emitir um documento em um modelo pre-especificado atestando que aquele documento é verdadeiro e essa declaração é reconhecida por todos os países que fazem parte do consenso: e atualmente, essas apostilhas só estão sendo feitas em alguns cartórios de capitais, o que faz você ter que viajar se você mora no interior. Em resumo, parece ser só mais um carimbo chato que você tem que pegar que vai fazer você ir atrás de mais uma coisa como se não bastasse todas as certidões que você teve que ir atrás.

Mas na verdade, esse carimbinho ajuda sim e não é só uma mera formalidade: antes, o processo ao entregar o seu documento brasileiro na embaixada/consulado era o seguinte: eles enviavam o documento para Brasília, para ser autenticado pelo Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores ou MRE), como o Itamaraty tinha muita recorrência desse tipo de pedido, o processo costumava ser lento. Eu consegui ter acesso ao site antigo do consulado italiano em São Paulo sobre o tema e eles dizem que as certidões devem:

  • As certidões brasileiras emitidas no Estado de São Paulo deverão ter firma reconhecida pelo MRE-ERESP em São Paulo, Capital.
  • As certidões emitidas em outros Estados brasileiros deverão ter firma reconhecida pelo MRE-DCB-DAC em Brasília.

Então imagina só ter que autenticar seu documento numa repartição pública em Brasília! E não em cartórios! Isso demorava muito mais! Então fiquem felizes com o carimbinho de Haia.

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Arte nos EUA

Já escutei muitas vezes pessoas falando: quem vai para Europa quer ver arte, etc. quem vai para os Estados Unidos só quer ir a Disney, e fazer compras.

Bem, sobre ir a Europa e só querer ver cultura, estava vendo alguns vídeos de viagem e parece que isso não é verdade: em Londres, muitas pessoas preferem ir ver a Primark (Loja tipo Marisa gourmetizada no BR) do que ver o museu britânico; em Paris preferem ir a EuroDisney do que ao Palácio de Versailles, etc.

Sobre ir aos EUA e só querer ver o Mickey e fazer compras, é fato que a maioria das pessoas vão para isso mesmo (assim como que muitas vão para Europa pela EuroDisney e pela Primark), mas é mentira que os Estados Unidos sejam só isso.

De todas as vezes que fui aos EUA, sempre tive contato com exposições de arte incríveis. A arte de rua lá é incrível, quando estava em Boston, me lembro de ter ido ao Quincy Market e ter escutado as apresentações de Jazz mais incríveis que já escutei (e de graça, e olha que Boston nem é Chicago), esquecemos quando falamos em Disney e em cantoras Pop, que nos EUA surgiram o Jazz, o Blues, vários artistas de Rock, etc.

Sobre museus, os museus mais fantásticos que conheci até agora foram os museus do Instituto Smithsonian, até falo que eles são o topo numa escala de medição de qualidade de museu na minha cabeça =P O Museu do Holocausto que visitei em Washington DC é um dos mais marcantes que visitei até hoje, o de História Natural é incrível!

Para quem gosta de pintura, Nos EUA nasceram diversos movimentos artísticos: a arte abstrata, op-art e pop-art. Além disso, estão surgindo várias correntes artísticas incríveis em que os EUA é um dos principais expoentes, como o ultra-realismo (claro que nos EUA nem se compara a França ou a Itália nesse quesito, mas não significa que não existe pintura).

Quem gosta a 7ª arte, é inegável que de lá surgiram grandes clássicos do cinema, como Casablanca, os filmes de Chaplin, Psicose, O Poderoso Chefão, Bonequinha de Luxo, dentre tantos outros.

Em resumo: os Estados Unidos não são só Disney e compras, é muito mais que isso.

 

 

Minha experiência com coletor menstrual

Para quem não sabe o que é coletor menstrual (ou copinho), é basicamente um copinho feito de silicone cirúrgico que é inserido na vagina para coletar a menstruação (foto abaixo). Um copinho custa cerca de 70 reais, pode ser comprado online e em algumas farmácias (Ouvi falar que a Pague Menos tem), e por não ser descartável, pode ser usado por vários anos. Mais detalhes da parte técnica podem ser vistos aqui, esse post é sobre a minha experiência.

https://i0.wp.com/cdn.revistadonna.clicrbs.com.br/wp-content/uploads/2015/04/coletor-menstrual-saude-mulher-624x499.jpg

A primeira vez que ouvi falar de coletores foi há um tempo atrás quando vi uma propaganda da Inciclo (uma marca de coletores brasileira) no Facebook, e apesar de trabalhar com tecnologia eu tenho um pé atrás quando se trata de inovação: se vejo algo novo a primeira coisa que penso é: “hum… Mais um produto que promete salvar o mundo mas não deve funcionar direito” (Acho que talvez seja por trabalhar com tecnologia que penso isso, acompanho tantas ideias revolucionárias falharem no primeiro mês). Com o tempo, várias amigas passaram a usar e a fazer uma certa propaganda, mas tinha preguiça por ter que comprar pela internet, pensei: “Quando tiver em farmácias/supermecados compro”, só que quando estive nos EUA vi em farmácias só que era muito caro (entre USD 30 e USD 40, e na época 1 dollar era mais ou menos R$4,2), então ao voltar e ver um post no Facebook sobre o tema resolvi comprar pela internet mesmo.

Eu resolvi comprar pelo site “Vai de Copinho“, resolvi comprar da marca alemã “MeLuna” só por ter várias opções de cor (frescura) e por ser um dos mais baratos da loja (60 reais na época, contra 80 do brasileiro Inciclo, na Europa ele custa cerca de 15€). A minha experiência de compra na loja foi boa (compraria denovo), veio dentro do prazo e com um sachê de lubrificante extra para ajudar a colocar (eu não precisei), além de cartinha e instrução de uso.

Quando o coletor chegou em casa, o meu primeiro desafio foi como higienizar (recomenda-se higienizar o coletor antes e depois do ciclo). Existem várias opções de como higienizar, ferver em uma panela de ágata é a mais usada (não se pode ferver em panela de alumínio por causa de algumas substâncias que o alumínio solta), mas essa panela custa 40 reais e poderia tocar fogo no meu coletor. Acabei escolhendo usar pastilhas higienizadoras, no site da Meluna alemã tem pra vender algumas, mas escolhi comprar as “Corega Tabs” que são vendidas em qualquer farmácia no Brasil (são usados para higienizar dentaduras) e usar.

Quando meu ciclo finalmente estava para chegar, eu resolvi colocar, para colocar temos que dobrar o coletor de alguma forma. As dobras que funcionaram comigo foram a 7 e a punch down, a C achei muito volumosa e as outras (do link acima) muito complicadas de fazer. Diferente do que achava, comigo o coletor não abriu assim que inseri, ele demorou um pouquinho e algumas vezes tive que dar uma mexidinha para abrir. Apesar de não ter tido grandes problemas, eu achei o coletor bem mais difícil de colocar que um absorvente interno.

Sobre incomodar ou vazar, o coletor incomoda muito menos que um absorvente interno. O absorvente interno é ok de usar no início, mas quando vai dando perto das quatro horas máximas, ele vai ficando pesado e impossível de não ser notado, o coletor não incomoda em nenhum momento. Sobre vazamento, só aconteceu comigo uma vez, porque a criatura retardada aqui inseriu o coletor da maneira errada (imagem abaixo)! Mas logo vi que tava vazando e coloquei do jeito certo de novo, não é bom empurrar muito (para tentar ficar como um OB) porque tem mais chance dele ir para o jeito errado, é melhor deixar na bordinha mesmo. Mas ele aguenta 8, 10 horas de uso de boas sem vazar (coisa que é impossível para um absorvente).

Em resumo, as vantagens do coletor em relação ao absorvente são: 1) Ecologicamente correto (não me importo muito com isso, mas…) 2) Dura mais tempo sem vazar (muito importante para mim) 3) incomoda menos 4) dá para nadar com ele. A do absorvente é 1) mais fácil de colocar 2) não precisa se preocupar com higienização. Não falei de preço, porque apesar de se formos pensar que uma caixa de OB suficiente para um mês custa 8 reais, e um coletor 80 com frete, mas que podemos usar o coletor por anos, não sei de fato se isso é verdade, não sei se ele dura tanto tempo assim, e além disso temos custos adicionais como de material para higienização no coletor. Em algum tempo talvez edite e escreva se ele dura de fato, anos.

Viajar no Inverno é horrível

Já tive a oportunidade de ir para  o exterior em todas as estações do ano: Verão (EUA, e em breve Europa), Primavera (Colômbia, ok, nem tão primavera assim e daqui a pouco Europa), Outono (Europa) e agora Inverno (EUA), e eu não sei qual é a melhor estação do ano para se viajar, mas com certeza sei qual é a pior: o inverno.

Quando eu comecei a pensar em viajar para o exterior (e antes de viajar de fato), achava que com certeza o Inverno seria a melhor estação, porque qual era a graça de ir para os EUA ou pras Europa sem ver neve? Ver neve é uma das principais coisas da viagem… E de fato, ver neve era um sonho para mim, mas acabou se tornando um pesadelo!

Caminhando na neve: oh sofrimento

Talvez porque a região dos EUA que eu fui (Massachusetts) fosse extremamente fria, podendo chegar a temperaturas de -30ºC (o mínimo que peguei na viagem foi -18ºC, e raramente a temperatura chegava a -2ºC, normalmente ficava em -7ºC), então se você for para uma região que tenha um inverno mais brando (Ex.: Itália, Espanha, Flórida, etc.) talvez você não sinta o que senti.

Bem, a primeira coisa que deixa a viagem horrível é o frio extremo, mas não é aquele friozinho que a gente pode pegar num inverno em São Paulo ou  em qualquer região do Brasil, é um frio indiscritível. Já aconteceu de eu está caminhando e não está aguentando o frio, e ter que parar em algum lugar para me esquentar, comprar peças de roupas extras e/ou tomar alguma bebida quente. Era quase impossível caminhar por mais de 10 min sem ficar congelando, então esqueça os longos tours a pé que você faria para conhecer a cidade se estivesse no verão, quando fiz um tour em Harvard (por exemplo), no lugar de admirar a universidade, queria que a guia parasse de falar logo para eu ir para um local quente.

Rio congelado em Boston – MA

Depois tem o ar super seco. Sem brincadeira nenhuma, nunca me senti mal em regiões super secas do Brasil (como Brasília ou Cuiabá), mas quando cheguei nos EUA neste inverno, meu nariz sangrou que não era brincadeira com o ar seco… Outro problema ocasionado por isso são uns choques bizarros que se toma ao encostar qualquer coisa (pessoas, maçanetas, o sofá), etc. devido a energia estática acumulada. Sem contar na pele e no cabelo, que desidratam que é uma beleza, eu nunca vi meu cabelo mais sem volume e sem graça.

Outro problema é a mudança de temperatura, dentro dos locais é super quente, fora é super frio. Então em qualquer canto que você entre é aquele tira e coloca de casaco, e quando o lugar tem um canto para guardar as suas coisas, bom, quando não… Aí é carregar um casaco super pesado o caminho inteiro.

Depois tem o fato de ter pouquíssimas horas de sol todos os dias. Nos EUA no verão, o sol nasce as 7 da manhã e se põe as 9 da noite, no inverno, nasce umas 9 da manhã e se põe as 4 ou 5 da tarde. Então dá 6 horas da tarde e tá aquele breu enorme, como se fosse umas 2 da madrugada, o que faz com que muitas atrações turísticas fechem mais cedo (muitos museus tem horários de verão e de inverno).

Outro problema é a própria neve, ok a neve é linda, mas é horrível! Quando passei por uma nevasca em Boston tudo fechou, foi super complicado voltar pra casa, porque o metrô ficou fechado por um tempo, tivemos que pegar um busão especial… Além do que a neve é escorregadia, então altas chances de levar tombos (E cair na neve não é legal e fofinho como parece, sua bunda depois fica parecendo carne de frigobar por causa da textura e temperatura que ela fica depois). Além disso, praticar skying nem é tão legal como se parece, você cai mais do que qualquer outra coisa (e aí sua bunda se transforma mais ainda em carne de frigobar).

Skiando ou Transformando minha bunda em carne de frigobar (PS: não sou tão gorda assim, são as roupas)

E aí? Já viajaram no inverno? Concordam comigo?

Crônicas de caminhada

É fato que eu já havia desistido do projeto “vida saudável” quando me matriculei na disciplina “basquete” na Universidade e quase a perdi por falta. O fato de ter uma viagem marcada para Friburgo na Alemanha me fez voltar com essa ideia: é claro que vou ter que fazer uma trilha na Floresta negra, e não posso morrer no meio dela (ok, talvez fazer trilha na Floresta Negra não seja tão difícil como nos andes ou na Amazônia, onde já fiz trilha, mas preciso de uma preparação).

Mas como começar? Chega as 16:00h (hora que tinha marcado comigo mesma de ir para rua) e nada de tomar coragem. Ok, não preciso disso… Quem precisa não morrer numa trilha na Floresta Negra? Ah, é só pegar o bondinho, todo mundo faz isso… Não Ana, você não vai desistir sem ao menos tentar. Pego a minha roupa, me visto e saio.

Chegando no campinho em que faço caminhada penso: “Nossa, esse campinho já foi mais verde! A seca e a falta de cuidados castigaram muito esse local, mal tem grama”. Vejo as pessoas fazendo caminhada em volta como se estivessem passeando num shopping: conversando, rindo, passeando com crianças, etc. não correndo ou se dedicando ao exercício (o que não é errado, mas é peculiar, visto que uma boa parte tinha tenis de caminhadas novinhos). Penso na minha tia, que uma vez resolveu fazer caminhada também: comprou tenis, roupa adequada, etc. mas chegava lá e conversava mais que corria 😛

Depois começa uma pelada de futebol no campinho, eu penso: “Meu falecido avô (que Deus o tenha) adorava vir aqui assistir esses joguinhos… Quanto tempo”, depois “Meu outro avô também gosta muito de futebol, qual time ele torce mesmo? Ah já sei, o Palmeras… Para disputar com seus outros 3 irmãos (eles moravam em São Paulo, e como tinham 4 times grandes lá: Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians) casa um tinha que ficar com um… Mas como era mesmo o time que os 4 irmãos torciam em comum? A sim, a Portuguesa Santista, era uma família portuguesa 🙂 De onde era mesmo em Portugal que a família do meu avô era? Lembro que era fronteira com a espanha… Catalúnia? Não, pera, a Catalúnia é do outro lado, mais perto de fazer fronteira com a França… Ah lembrei, da Galícia. Meu pai fala que minha bisavó só falava galego! Mas o galego será que é uma língua mesmo? É tão perto do português… Bizarro o galego ter duas ortografias semi-oficiais, uma parecida com o espanhol e outra parecida com o português!…”

Estava neste fluxo de pensamento quando escuto um “Vamos Aninha!”, era minha professora do primário que também estava caminhando. Eu também não estava preocupada com caminhar, só em escutar minha mente sentada na arquibancada do campinho =) Boas memórias.

Trem e ônibus na Europa

Eu vou para Londres baby! Para quem não sabe, fui aceita num programa de estágio de verão da Mozilla, e por isso vou passar um tempo em Londres 😀  Mas eu já sei que vou ter que ir para a Alemanha (mais especificamente, para Friburgo em Brisgóvia) para participar de um evento lá que tem relação com a minha área e com o meu estágio.

Londres fica um pouco distante de Friburgo (são cerca de 800 KM), fazendo comparações a nível BR, é a mesma distância de ir de Brasília – DF para Palmas – TO (também são cerca de 800km), nem tudo na Europa é tãao pertinho quanto se parece. Então a primeira solução que se pode pensar é “vai de avião, ué”, alguém que está em Palmas e quer  ir a Brasília de modo rápido e confortável certamente pensaria assim (e não estaria errado), mas na Europa temos vários motivos para não fazer isso.

O primeiro deles é que ir para aeroportos na Europa normalmente é mais caro que no Brasil. Quanto você estaria disposto a pagar num taxi que te levasse para o aeroporto da sua cidade (se esta não for São Paulo)? 50 reais? 60 reais? Bem, na Europa custa este valor, só que para ir de trem. O trem para ir dos aeroportos de Londres (Heathrow ou Stantsted) para o centro da cidade custa cerca 10£, isso mesmo 10 fucking libras (com a taxa atual, fica cerca de R$52). A cidade que eu vou na Alemanha (Friburgo) tem cerca de 250.000 habitantes e  não tem aeroporto, então teria que ir para Munique, Frankfurt ou Basel (Suíça) e de lá pagar cerca de 20€ ou 30€ num trem até Friburgo (com a taxa atual,  seria algo entre R$80 e R$120), então além da passagem eu teria que gastar entre R$ 260 a R$ 340 para ir de avião (duas passagens de R$ 52 do centro de Londres para o aeroporto e ainda mais 2 passagens de trem)! Sem contar que as companhias lowcost da Europa (como Ryannair) cobram até para você ir no banheiro e são muito restritas com as bagagens que possam ser despachadas. Ciente de tudo isso eu resolvi tomar uma decisão: ir por terra (as estações de trem e rodoviárias são no centro da cidade)

Eu já queria passar um final de semana turistando em Paris, então resolvi comprar primeiro o trecho da minha jornada até friburgo sendo “Londres – Paris” na sexta a noite. Por indicação de um amigo resolvi usar o site Capitain Train (que apesar do nome vende passagens de busão também), e no meio dos preços altíssimos da EuroStar (companhia de trem) vi uma salvação: o ônibus.

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Ok, eu sei que são 10h de viagem (eu li que eles normalmente fazem em 8h, mas colocam 10 como margem de segurança) mas são 100 euros de econômia em relação ao trem, 100 euros para mim é muito dinheiro. Além disso quero sair de Londres na Sexta a noite (a partir das 22:30h, já que tenho um evento nessa noite para ir em Londres, portanto não posso sair mais cedo), e se eu fosse de trem chegaria em Paris cerca de 1 da manhã e teria que arranjar hospedagem para esse dia. Então ir de ônibus pareceu a melhor opção: passaria a noite toda viajando e chegaria segunda de manhã dormida e pronta para esplorar Paris (consigo dormir em ônibus e avião \o/), além disso ônibus pelo o que vi na Net não parece com muitos que tem no Brasil que é quebra mas não quebra, com umas ratazanas enormes e baratas correndo no chão, uma tristeza. Parece ser um ônibus todo equipado e com wifi e tomadas (depois da viagem farei uma resenha para vocês de como é viajar de ônibus pela Europa).

 

ouibus

Procurando no Google, esse é o interior do Ouibus, parece confortável, não?

O segundo trecho “Paris – Friburgo” eu procurei no capitain train e ele me deu a sugestão de ir de busão até Estrasburgo na França e de lá pegar o trem para Friburgo, novamente, a ecônomia de se viajar assim girava em cerca de 100€ e eu pensei: Por que não?  Eu comprei as passagens de ônibus pelo próprio site “Capitain Train” que me permitiu pagar com Paypal (yeah!), eu também comprei a de trem, mas acabei cometendo um erro: Eu estou no momento sem cartão de crédito internacional, e a Deutsche Bahn (empresa que faz o trecho Estrasburgo – Friburgo) não aceita passaporte como identidade, só a carteira de identidade de alguns países da Europa (Não de todos os países da UE, então se você for um português lendo isto ou um brasileiro com cidadania europeia é bom checar se pode viajar com sua identidade na Deutsche Bahn) ou cartão de crédito! O site Capitain Train queria me obrigar a pagar tudo com cartão de crédito por causa dessa regra maluca da Deutsche Bahn, então extornei minha compra com Paypal (eles devolveram o dinheiro direitinho, sem taxas adicionais) e acabei comprando as passagens de trem no próprio site da Deutsche Bahn, consegui colocar um cartão que tenho como documento de identidade e pagar com Paypal.

Por enquanto é isso, depois faço resenhas dos meios de transporte que pegarei.