Macbook PRO: vale a pena?

No meu estágio da Mozilla (para saber mais visite outreachy.anaplusplus.com), iria ganhar um notebook, e me deram duas opções: um ThinkPad X1 Carbon da Lenovo ou um Macbook PRO retina da Apple. Apesar do computador da Lenovo ser muito bom, acabei escolhendo o da Apple, porque tinha curiosidade de saber como era o sistema. Levantei o preço dos dois computadores que me ofereceram, nos EUA o Lenovo que falei custa U$D 1.800, enquanto que meu Macbook custa U$D 2.200, então a diferença de dois computadores “equivalentes” é U$D 400. Agora a pergunta que fica é: vale a pena pagar 400 dolares a mais para ter um Macbook? Vou citar pontos do Macbook que podem te ajudar a decidir se vale o investimento.

Meu lindo Macbook PRO

Design e detalhes do hardware

Uma categoria em que Macbook é infinitamente superior a qualquer notebook da terra na minha opinião é o design. Até que se prove o contrário, o Macbook é o notebook mais lindo que já vi! E há detalhes que nem sempre são mostrados no site da Apple que o tornam um computador ainda mais incrível neste sentido: um deles é a fonte para carregar: ela tem um imã que permite que o plugue chegue muito facilmente a entrada de alimentação e que eles não se despluguem facilmente, outro detalhe que pode parecer despercebido, é que a fonte tem dois comprimentos de fio e um lugar para enrolar o seu cabo na hora de guardar! A placa única de alumínio que faz o macbook e a linda maçã que acende são outros detalhes mais conhecidos. A tela de retina também é algo muito bom nesse computador, nunca usei uma melhor.

Acessórios e compatibilidade

Outra coisa que pode ser positiva e negativa para o Macbook são os acessórios. A Apple super capricha em cada um dos acessórios do notebook, o mouse da Apple é lindo e ótimo em todos os sentidos (porém custa 621 reais no Brasil, a sorte que a Mozilla me deu um). Nesse ponto existe um mito que é a Apple é completamente incompatível com qualquer coisa, isso é verdade e é mentira: eu tenho um fone de ouvido da marca plantronics que consigo usar no meu notebook, no entanto não consigo usar meu mouse da Apple em outros computadores: então cheguei a conclusão que no caso do Macbook (não sei de outros produtos como iPad ou iPhone) consigo  usar acessório de outras marcas com o Macbook mas não consigo usar acessórios Apple com outras marcas.

Sistema operacional

Nesse caso, vou comparar Linux + Windows  com o OSX. O OSX foi um SO que me surpreendeu, como ele é baseado em um sistema Unix, a maioria dos comandos que você está acostumado a fazer no seu terminal do Linux funcionará no Mac, no meu uso diário como programadora para open source, não senti falta de nenhum recurso do Linux. No entanto, os atalhos (exemplo ctrl+c) no mac são diferentes, por causa da existência da tecla “command”. O OSX também reúne uma coisa muito boa do Windows: existem programas para o OSX! Se você já usou Linux, sabe como é triste ter que dar adeus a programas de edição de vídeo, imagem, etc. a boa notícia é que existe tudo isso pra OSX, a má notícia é que é mais difícil de encontrar software pirata para OSX, então se você está acostumado a usar seu photoshop piratão no windows, pode se preparar pra ter que pagar uma licensinha bem baratinha (sqn) pro seu MacOS. O universo de jogos com certeza ainda é muito maior no Windows que no OSX, então se você é gamer, fique ligado que apesar do preço, o MacBook não é um gamer pc.

Perfomance: você precisa mesmo de tudo isso?

Uma coisa que é inegável no Macbook Pro é a sua perfomance. O meu computador antigo (um samsung de 1500 reais) quase soltava fumaça para fazer o que eu faço nesse computador. Mas atenção, isso não significa que o Macbook é perfeito, sim, o mac trava as vezes! É claro, que um lenovo de 1800 dolares vai ter uma perfomance similar, mas a questão aqui é: você precisa mesmo de tudo isso? Se você só acessa a internet e usa o pacote office, você não precisa dum Macbook Pro ou dum lenovo thinkpad, você pode partir da para a linha de entrada da Apple (um macbook air por exemplo) até para um computador positivo de 1000 reais (ok, talvez ele quebre mais rápido e dê problema mais rápido, mas no começo vai suprir as suas necessidades).

Aqui vou resumir o que disse e citar alguns prós e contras a mais do Macbook Pro:

Prós:

  • Hardware mais bonito do mercado;
  • Alta perfomance;
  • Sistema operacional baseado em Unix com uma vasta gama de programas;
  • Bateria com boa duração;
  • Compatível com acessórios de outras marcas;

Contras:

  • Mais caro que computadores de perfomance equivalentes de outras marcas;
  • Acessórios do Macbook feitos pela Apple são caros e não compatível com outras marcas;
  • Falta de softwares gratuítos e “piratas”, e de games em comparação ao Windows;
  • Esquenta muito durante o uso;

O que acho da Bel Pesce

Primeiramente, desculpa pelo sumiço, não é que não andei postando, estive postando no meu blog em inglês dedicado ao meu estágio na Mozilla: outreachy.anaplusplus.com

Resolvi comentar isso por causa dos escândalos recentes que envolveram o Zebeleo, que trouxeram a Bel para a mídia denovo e também porque muitas vezes as pessoas fazem uma associação minha com a Bel, dizem “Você deve amá-la” ou algo assim.

Descobri a Bel em 2011 ou 2012, quando ela estava começando a sua carreira de sub-celebridade e eu era uma estudante do ensino médio. Eu me lembro que ao ouvir falar da história dela, uma garota brasileira que tinha estado no Vale do Silício e no MIT (onde sonhava estar e felizmente já estive) e que tinha contado tudo isso num livro “A menina do vale”, me senti super mega inspirada para ler  o livro dela, me senti inspirada a continuar na carreira de informática e me senti representada.

Fiquei ainda mais feliz quando descobri que poderia fazer o download gratuíto do livro dela, sempre pensei que os livros deveriam ser gratuítos e paga quem pode e/ou quem quer ter uma qualidade melhor para o autor. O modelo que “A menina do vale” é distribuído é o modelo que sempre pensei que todos os livros deveriam ser distribuídos, fiz o download duma vez e comecei a ler o livro da tal pessoa: devo confessar que esperava mais. Nem lembro se terminei de ler ou não o livro, mas me lembro que foi uma pequena decepção, esperava ler mais sobre o dia-a-dia no vale do Silício, nos desafios que uma garota tem por lá, dentre outros. Mas o livro da Bel era só o tradicional discurso (muito perigoso por sinal) de “quem quer consegue, todo mundo pode fazer”.

Tudo bem, gostei da figura da Bel, mas não do livro num inicio de conversa, mas tudo bem, vida que segue. Além do livro, outra coisa que me decepcionou foi descobrir que a Bel Pesce não era mais uma menina do vale, que ela tinha voltado para se dedicar a escrever livros e fazer cursos sobre empreendedorismo (eu tinha gostado dela de início pelo fato de ser uma garota que trabalha com informática, se ela não é mais uma garota que trabalha com informática, por que gostaria dela?) mas não desisti ao todo da Bel, afinal ela ainda tinha sido “A menina do vale” e tinha distribuído seu livro da maneira que eu gostei.

Ano passado fui assistir uma de suas palestras do “Tour da Bel”, foi uma palestra legal porque encontrei conhecidos que não via faz tempo e que estavam lá e também porque ouvi historinhas que ela contou da vida dela, mas não achei que foi uma palestra enriquecedora e para mim soou como uma palestra para vender livros e curso. Fiquei com a impressão que a Bel é mais uma dessas figuras que vende o sonho de ficar rico para alguns tolos, e não a menina do vale amante de tecnologia de qual era fã no início.

Eu fiquei um pouco triste quando vi que ela queria abrir uma hamburgueria, um restaurante de carne que não tem nada a ver com tecnologia, não é um app, nem nada. Para piorar, queria dar chaveiros e camisetas para os investidores, no lugar do capital da empresa em ações equivalentes ao investimento. A Bel tecnológica que conheci no início, que imaginava ser uma grande programadora que escrevia linhas e mais linhas de código no vale do silício morreu na minha cabeça, para mim só existe uma Bel sem foco (que não sabe em que ela quer trabalhar, e tem 1 milhão de projetos mas nenhum com grande foco em desenvolver tecnologia de ponta), oportunista e charlatã como descrita no artigo do Izzy Nobre.

Não julgo as pessoas que se sentem inspiradas pelo discurso da Bel a se tornarem pessoas melhores, só digo que esse discurso não me inspira, nem a pessoa que ela se tornou. Eu julgo somente aqueles que apontam o dedo para um pobre e diz “Se quisesse poderia ter estudado no MIT como a Bel Pesce”, se esquecendo que os pais da Bel tinham grana no mínimo para bancá-la num dos melhores colégios particulares, pagar para ela fazer exames de admissão, etc.

Meu engatinhamento no Open Source

Hoje vi no Facebook o meu primeiro contato com a comunidade Open Source foi há 4 anos atrás! Eu participei no FLISOL (Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre) que é um evento super introdutório da área e que acontece em diversas cidades. Eu me lembro que no evento me senti super importante porque ganhei um caderninho da Nókia  haha  e fiquei admirada com meu instrutor porque ele tinha ganho vários celulares de última geração da empresa para desenvolver softwares para ela, e fiquei pensando: um dia serei assim haha (mas achava que isso era super distante da minha realidade, hoje em dia minha realidade é mais ou menos essa).

No tal evento

Naquele tempo ainda achava que Software Livre era algo inacessível para mim, achava que não conseguiria usar Software Livre (já tinha tentando usar o Linux algum tempo antes) que dirá desenvolver um dia! Mas nessa época mais ou menos, pasei a mudar: naquele ano instalei o Linux no meu computador, e passei a usá-lo como sistema operacional principal. Eu sofria um pouco toda vez que digitava ctrl+alt+del e outras noobisses, mas pouco a pouco fui aprendendo a lidar com o sistema: e isso foi ótimo, porque também fui ficando mais curiosa para pesquisar como fazer coisas mais avançadas no computador. Hoje em dia sou quase que fluente na linguagem do terminal do Linux, e as vezes sinto orgulho de mim mesma quando me vejo digitando feito louca naquele terminalzinho haha =P

Minha história de usuária para desenvolvedora começou a mudar quando entrei na Universidade em 2014 e fui trabalhar no Laboratório de Sistemas Distrubuídos (LSD, laboratório com nome mais legal de todos, ah e lá as salas tem nome de cachaça também =P). Lá tive a sorte de entrar num projeto muito legal, com uma equipe muito legal também, e logo na minha primeira semana encontrei uma barreira no desenvolvimento do projeto que fui designada: uma biblioteca Java que teria que utilizar não tinha um comando que eu precisava, eu queria fazer uma gambiarra ou algo do tipo mas meu chefe me mandou implementar esse comando. Quando ele mandou fazer isso, confesso que fiquei super assustada, afinal contribuir para uma API Java feita nas gringas deveria ser super difícil de lidar! Mas descobri que contribuir para Open Source não é bicho de 7 cabeças, é mais fácil do que parece (depois posso fazer um guia ensinando por onde começar), e eu consegui! Consegui fazer um pedaço de código que poderia ser usado por qualquer desenvolvedor em qualquer lugar do mundo.

 

Laboratório com a melhor placa do mundo hahaha

No final do ano passado, acabei deixando o Laboratório mas não deixei a cultura que ele me deixou: eu continuei sendo ativa na comunidade Open Source e colaborei com alguns projetos, escrevi algumas linhas de código, corrigi alguns bugs, etc. Graças a isso, estou indo para Londres agora em junho e  fui chamada para participar de estágios incríveis, eu estou super feliz por ter essa oportunidade! Quem diria? Uma moça do interior da Paraíba, estaria indo tão longe por causa de Open Source?

Como baixar arquivos bloqueados no Gmail

Há muito tempo atrás, quando não conhecia o GitHub e outras maravilhas, costumava usar .Zip para fazer versionamento de software e fazer o backup no meu email (quem nunca?) E hoje me veio a cabeça procurar um software antigo, mas quando abro o meu Gmail: eis a surpresa, o arquivo estava bloqueado!

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Tive que rodar muito para achar a solução desse problema, por isso estou escrevendo o post! A solução que encontrei foi usar o Thunderbird (para quem não conhece), é um software que gerencia emails, se você usa o Linux, ele vem instalado nativamente, senão é só instalar (tem para Windows e para MAC). A configuração do Thunderbird é bastante simples (tem milhares de tutoriais na net, se você não achar algum que seja claro o suficiente pode comentar que posso fazer mais um). Depois que você configurar o Thunderbird, é só clicar no email que tem o anexo proibido e clicar “Salvar” que dá certo!

Dizem que com outros softwares similares o Thunderbird funciona (tipo outlook ou qualquer outro gerenciador de email), mas não posso afirmar porque o Thunderbird foi o único que testei. Espero que tenha ajudado.

 

O que é VPN: porque usar e porque evitar

Nesses dias de zapzap bloqueado no Br (ok, já passou, mas mesmo assim pode acontecer novamente), muita gente tem baixado um tal de VPN que pode ser definido como “um appzinho que desbloqueia o Whatsapp”, mas poucos sabem de fato o que é isso e porque pode ser bom e porque pode ser perigoso, então vou responder nesse post.

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O VPN em inglês quer dizer Virtual Private Network (que seria em pt-br: Rede virtual privada), e o que isso significa?  Significa que um aplicativo vai criar uma rede nova e seria como se você estivesse  usando o computador por ela, funciona assim: o VPN vai encapsular o que você quer enviar pela internet (um vídeo, uma mensagem, uma chamada de um site de banco, etc) dentro de um novo pacote que vai passar pelo provedor de internet sem que o provedor saiba do que se trata, o provedor vai saber que você está conectado com um VPN e nada mais.

O VPN pode ser usado por você na vida (não só em tempos de Whatsapp bloqueado) porque isso vai proteger você do provedor de WiFi que você está usando. Por exemplo, se você entrar num café ou num aeroporto, você pode está numa rede que não é segura e usar o VPN é o melhor jeito de encriptografar os seus dados de uma maneira fácil. Outra vantagem é que se você quer assistir algo que está bloqueado para o seu país, você também consegue com VPN e a terceira não é tão útil para brasileiros, mas se você estiver num país em que downloads de torrents e coisas do tipo possam lhe trazer multa (na Alemanha, um download de um torrent pode custar 800€ de multa, e vai chegar o papel na sua casinha), então o VPN é útil também para isso.

A desvantagem é que o dono da VPN (o dono do aplicativo) pode ver tudo que você está fazendo, desde seu histórico de mensagens do whatsapp até chamada de protocolos de banco ou de redes sociais (ok, normalmente os aplicativos criptografam as senhas antes de enviar para o servidor, mas vai saber…), então para isso você precisa escolher um bom app de VPN, e o pior: os mais confiáveis são pagos. Então se você estiver usando um aplicativo podrão baixado da Google Store (tem muito app ruim lá) pense duas vezes antes de mandar algo usando a sua rede de VPN.

Bonus: E o proxy, qual a diferença? O proxy é uma ferramenta que para pessoas “comuns” tem um objetivo similar: acessar coisas proibidas (como sites de televisão de outro país ou o facebook em países que é bloqueado). A maior diferença é como ele faz isso: o proxy não criptografa os seus dados como o VPN, mas ele usa um computador intermediário para fazer a comunicação, seus dados vão para a internet como se tivessem sendo usados por um IP diferente do seu. Para vários usos do VPN, o proxy não é útil (como acessar aplicativos, a não ser que seja um socket proxy que é lento demais).

PS: Eu não sou especialista no tema, se escrevi uma besteira, por favor me avise!

Mudando de Android para Windows Phone: experiência e adaptação

Esses dias tive meu celular com android roubado (era um LG G2 que já tinha há mais de um ano), e como eu já estava sentindo falta da comodidade de ter um smartphone resolvi arranjar um novo, não queria um muito caro para caso eu perdesse o celular novamente eu não perderia um grande investimento em dinheiro, os smartphones mais baratos do mercado são os com Windows Phone, e por isso eu escolhi um com o Sistema Operacional: um Microsoft Lumia 535 que tem a versão do S.O. 8.1 (já estou usando o mesmo há cerca de 3 semanas). Nesse post vou falar como foi a migração para o novo sistema e falar de vantagens e desvantagens do sistema operacional da Microsoft em relação ao da Google.

A primeira coisa que temi ao mudar de sistema foi perder os meus contatos, quando eu salvava um novo contato no meu celular anterior quase sempre colocava “salvar no Google” porque sabia que se comprasse um novo celular com Android, os recuperaria falcimente, isso aconteceu quando troquei de smartphone a primeira vez (de um Galaxy Y para o LG G2), não sabia se conseguiria importá-los facilmente no Windows Phone. Mas pela a minha surpresa, sim eu consegui! Eu também consegui acessar todos os meus emails (tenho conta no Gmail, Yahoo! e Outlook) de um único aplicativo nativo do Windows Phone, eu achei isso ótimo, pontos para o Windows Phone no quesito integração com contas de outras empresas! Eu pelo menos nunca tinha conseguido usar o aplicativo de gerenciamento de emails nativo do Android para usar outras contas além a do próprio Google e esse foi um dos motivos para a minha conta do Gmail ter se tornado o meu email principal.

Eu surpreendentemente gostei bastante também da interface Metro, já havia a testado no Windows 8 e a detestado em um computador, achado pouco prática, no celular eu gostei de verdade, a achei mais prática e fácil de usar que a interface do Android. No WP 8.1 (li na net que em outras versões é diferente) consegui personalizá-la bastante, pude escolher entre duas cores de fundo: negro ou branco (no meu antigo celular android só tinha uma cor de fundo mesmo para o menu), uma cor de destaque (eu escolhi rosa carmim) e ainda se pode colocar uma foto no fundo além de personalizar o tamanho dos itens do menu, eu gostei bastante disso!

Assim ficou meu telefone depois das personalizações.

Todo mundo fala que o Windows Phone é pior que o Android no quesito aplicativos. No início do uso, não senti muita falta, tinha tudo que mais usava no android: whatsapp, facebook, instagram, player de música, aplicativos de banco, aplicativos de estudo que eu usava e leitor de pdf (e sim, não tem ainda snapchat para os viciados nisso e eu não uso isso). Mas depois eu comecei a sentir uma falta extrema de aplicativos do Google que eu costumava usar menos frequentemente no meu android: o Google Translate e o Youtube!! Quando entrei na loja de aplicativos e procurei “YouTube” vi lá um aplicativo dessa coisa linda desenvolvido pela própria Microsoft (e não pela Google!), mas ao clicar no app eis a decepção: não era um app nativo do sistema, ele abria uma aba do You Tube no navegador que era a mesma coisa de não ter o aplicativo e não funciona muito bem (dá para assistir um vídeo ou outro mas para girar a tela é uma agonia, para postar videos não dá, para ver a timeline de vídeos é chatinho), decepção! Outra coisa com relação a Apps que me decepcionou foi o fato do navegador nativamente disponível (o Internet Explorer, que surpreendemente não fica travando no celular como ele é no computador!) não ter opção de configurar o buscador preferencial o Google, e sermos “forçados” a usar o Bing, o único navegador “famoso” disponível é o Opera, nem o Firefox nem o Chrome estão disponíveis para WP.

Além disso, outra coisa que não gostei no sistema foi o fato das configurações serem difícieis de acessar. No Windows Phone 8.1 existe um menu “suspenso” (ao deslizar o dedo de cima para baixo ele aparece) com as principais configurações de acordo com eles, mas só são somente 4 “lugares” e não personalizáveis, no meu antigo Android eram pelo menos umas 8 configurações acessíveis por esse menu, eu senti falta de coisas como rotação de tela, ligar e desligar 3G e modo avião, ligar e desligar GPS, etc.

Menu de configurações

Menu de configurações

No geral, achei o Windows Phone melhor do que eu esperava, não é um Sistema Operacional ruim, para mim as desvantagens (não ter alguns apps e o menu que falei) são menores que as vantagens (preços mais em conta no mercado, suporte a contas de várias empresas) então para mim valeu a pena.

Mitos sobre Open Source

Eu vejo amigos que não são da área de computação (e em geral são de humanidades) ostentando no facebook: eu uso software open source, eu sou revolucionário, eu ando contra o sistema, etc. mas esse pessoal parece que não tem a mínima noção do que tão falando. Por isso vou falar aqui de alguns mitos do OpenSource e do Free Software.

Primeiro, só para deixar claro, OpenSource é diferente de Free Software, todo software livre é de código-fonte aberto, mas a principal diferença é que nem todo OpenSource software segue as regras de distribuição que foram inicialmente propostas pela GNU: que qualquer um pode usar, modificar e distribuir a vontade. Alguns você pode fuçar o código mas não pode distribuir e modificar. Mas na maioria das vezes, Free Software Open Soure se referem a mesma coisa (já que a maioria dos OpenSource são free Software).

O primeiro grande mito que vejo pessoas no meu face comentando é “Software livre é algo contra o sistema e revolucionário”, eles imaginam que programadores OpenSource são Madre Tereza de Calcutá 2.0 e não ganham nenhum centavo para fazer o que fazem e que é tudo voluntário e lindo… Tadinhos, mal sabem que no mercado de software livre são despejados rios de dinheiros de corporações, só dando um exemplo para os mais incrédulos, o OpenStack é um sistema para nuvens que é um software livre, olha só as corporações envolvidas com o Openstack: https://www.openstack.org/foundation/companies/ . Até a (malvadona) Microsoft desenvolve e investe em software livre, então software livre é tão pago com o dinheiro do sistema quanto qualquer outro software privado.

Mas por que então empresas investem em software livre? Eu diria que é porque eles acham muito caro desenvolver uma solução para nuvens (por exemplo) sozinhos e que só servicem para eles, por isso sai mais barato contratar desenvolvedores para fazer algo unificado, e já que vai ser algo compartilhado entre empresas, porque não compartilhar com o carinha que tem um servidorzinho e que montar a sua nuvem pra vender hospedagem? O que as empresas ganhariam vendendo a licensa para esse carinha seria irrisório comparado ao que elas vão ganhar ao aplicar o software deles no servidores deles. Existem, é claro, algumas iniciativas que são 100% (ou quase 100%) corporação free (que não são financiados por nenhuma corporação), como o Popcorn Time, mas são uma pequena minoria.

Outro mito que vejo é que software livre seria totalmente seguro e livre de espionagem, principalmente com esse negócio de NSA que anda pirando o pessoal por aí. Eu concordo que é mais difícil de um software livre mandar as suas informações para uma NSA da vida por causa da comunidade, mas não é impossível: basicamente quem cuida do software é a equipe que foi contratada com money de grandes empresas para fazer isso, e se as grandes empresas colocam softwares de espionagem nos softwares fechados, por que não no software aberto? É claro que a comunidade pode perceber e reportar aquilo mas vai saber, sem contar que por exemplo, algumas empresas (principalmente as de celular com o Android) modificam o sistema livre a torto e a direito e você mal sabe qual versão está instalada no seu celular depois das modificações… E por mais que você tenha um SO livre, logo após você vai entrar no Google, no Facebook, etc que segundo a teoria são “NSA” 24h/7d… Enfim, é basicamente impossível está 100% livre de espionagem no mundo da informação que temos hoje (mesmo que você não use facebook, email da Google, Microsoft (tenha seu próprio servidor de emails), etc. quem te garante que teu provedor de internet não tá te espionando? Infelizmente hoje em dia, é quase tudo na base da “confiança”, a empresa diz que não vai te espionar e você “confia” nisso).

Mas apesar de tudo isso eu gosto de trabalhar com software livre, o prinicipal motivo é poder corrigir um bug quando eu acho um e não ter que ficar esperando semanas até a empresa corrigir uma coisa simples que eu poderia fazer. Eu uso o Linux como meu SO e não conseguiria mudar para o Windows porque eu acho o Windows horrível de operar por linha de comando e pouco estável (apesar disso já está mudando nas últimas versões), mas também adoraria mudar para um Mac, porque acho que os computadores da Apple reunem o melhor do mundo Linux (estabilidade, bom terminal, mais seguro, etc) com o melhor do Windows (variedade de programas), mas enquanto o orçamento não é suficiente, sigamos com o Linux…