Crônicas de caminhada

É fato que eu já havia desistido do projeto “vida saudável” quando me matriculei na disciplina “basquete” na Universidade e quase a perdi por falta. O fato de ter uma viagem marcada para Friburgo na Alemanha me fez voltar com essa ideia: é claro que vou ter que fazer uma trilha na Floresta negra, e não posso morrer no meio dela (ok, talvez fazer trilha na Floresta Negra não seja tão difícil como nos andes ou na Amazônia, onde já fiz trilha, mas preciso de uma preparação).

Mas como começar? Chega as 16:00h (hora que tinha marcado comigo mesma de ir para rua) e nada de tomar coragem. Ok, não preciso disso… Quem precisa não morrer numa trilha na Floresta Negra? Ah, é só pegar o bondinho, todo mundo faz isso… Não Ana, você não vai desistir sem ao menos tentar. Pego a minha roupa, me visto e saio.

Chegando no campinho em que faço caminhada penso: “Nossa, esse campinho já foi mais verde! A seca e a falta de cuidados castigaram muito esse local, mal tem grama”. Vejo as pessoas fazendo caminhada em volta como se estivessem passeando num shopping: conversando, rindo, passeando com crianças, etc. não correndo ou se dedicando ao exercício (o que não é errado, mas é peculiar, visto que uma boa parte tinha tenis de caminhadas novinhos). Penso na minha tia, que uma vez resolveu fazer caminhada também: comprou tenis, roupa adequada, etc. mas chegava lá e conversava mais que corria 😛

Depois começa uma pelada de futebol no campinho, eu penso: “Meu falecido avô (que Deus o tenha) adorava vir aqui assistir esses joguinhos… Quanto tempo”, depois “Meu outro avô também gosta muito de futebol, qual time ele torce mesmo? Ah já sei, o Palmeras… Para disputar com seus outros 3 irmãos (eles moravam em São Paulo, e como tinham 4 times grandes lá: Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians) casa um tinha que ficar com um… Mas como era mesmo o time que os 4 irmãos torciam em comum? A sim, a Portuguesa Santista, era uma família portuguesa 🙂 De onde era mesmo em Portugal que a família do meu avô era? Lembro que era fronteira com a espanha… Catalúnia? Não, pera, a Catalúnia é do outro lado, mais perto de fazer fronteira com a França… Ah lembrei, da Galícia. Meu pai fala que minha bisavó só falava galego! Mas o galego será que é uma língua mesmo? É tão perto do português… Bizarro o galego ter duas ortografias semi-oficiais, uma parecida com o espanhol e outra parecida com o português!…”

Estava neste fluxo de pensamento quando escuto um “Vamos Aninha!”, era minha professora do primário que também estava caminhando. Eu também não estava preocupada com caminhar, só em escutar minha mente sentada na arquibancada do campinho =) Boas memórias.

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