Itália: nunca me senti tão em casa

Na minha viagem a Itália foi a primeira vez que me senti realmente bem recebida num país no exterior por ser brasileira. Quando fui para os EUA, e dizia que era brasileira, uma boa parte mal sabia qual língua falávamos ou qual era a nossa capital, alguns ainda acertavam que falávamos português e que era Brasília, mas era a minoria. Na Colômbia eu de fato falei com poucos colombianos, mas a impressão geral era de que eles viam o Brasil e os brasileiros como um país mais desenvolvido na mesma região, e por isso havia muita influência brasileira lá (como música brasileira, comida brasileira, etc) mas não uma verdadeira “paixão” pelo país.

Quando fui para Itália a primeira coisa que me fez ver que o Brasil era muito amado foi uma revista de bordo da Alitália com o Rio de Janeiro na capa e por dentro uma reportagem de 5 páginas sobre música brasileira, eles falavam de Gaby Amarantes, de Maria Gadu, entre vários outros cantores não “tão famosos” do Brasil (nos EUA só conheci gente que conhecia no máximo Tom Jobim, mas ninguém sabia desses cantores mais recentes), eu fiquei pensando: “ok, deve ser porque é um vôo internacional entre Roma e São Paulo, compreensível”, mas quando peguei o vôo local entre Turim e Roma, a mesma revista estava lá :3

Eu falei sobre a revista para o meu amigo que me recebeu em Turim assim que cheguei lá e ele disse que os italianos tem grande admiração pelo Brasil, que São Paulo tinha mais italianos que Roma e que eles sabiam disso. Depois disso eu comecei a tentar conversar com italianos na rua, no ponto do ônibus, na cadeira do lado etc. o “tentar” é porque meu nível de italiano é ridículo, tende a nulo, mas eu conseguia misturar o francês com português e espanhol com palavras chaves em italiano e falar algo que a maioria entendesse. Eles tendiam a ser bem simpáticos quando sabiam que eu era brasileira, e quando contava que a família da minha avó era de descendente de italianos eles sempre diziam: “Ah eu sabia que você tinha algo de italiana”, etc.

Eu descobri que também tem uma brasileirinha chamada Ana Maria Ribeiro que eles admiram muito: há ruas e estátuas em homenagem a ela, mas calma, não sou eu ainda, trata-se da esposa do grande herói local Giuseppe Garibaldi, descobri que por coincidência o sobrenome de solteira de Anita Garibaldi era Ribeiro, e o segundo nome era Maria :3

No geral os italianos eram super amáveis, eu cai uma vez de biclicleta na rua e já vinheram 2 ou 3 pessoas me ajudar, perguntando se eu estava bem, se eu precisava de ajuda, etc. eles também quando eu não começava a conversar, vinham umas velhas e começavam a conversar comigo, igual no Brasil, a pessoa já saia do busão sabendo de todas as dores no calcanhar da veia. eles eram bem curiosos também, perguntavam bastante coisa (como falei em outro post, o Michael fez duas mini palestras sobre o esperanto baseado na perguntação de outras pessoas), eu amei o temperamento dos italianos nessa curta experiência que tive. É claro que há pessoas mal educadas, mal humoradas, etc. mas a impressão geral é que a Itália é feita de um povo super amável e receptivo.

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