Viagem para Bogotá

Minha viagem para a Colômbia começou como muitas outras, uma hora e meia da minha casa ao aeroporto, 3 horas de João Pessoa até São Paulo onde conheci a Júlia (a nossa “tia”, a representante do MEC responsável por nós) e o resto da equipe que iria viajar comigo: 5 rapazes (fui a única menina a ganhar o concurso no Brasil).

De lá pegamos um voo de 6 horas até Bogotá. Devo admitir que estava com um pouco de receio em passar pela imigração, pois a não tinha nenhum documento que comprovasse a nossa situação de estarmos visitando o país como estudantes ganhadores de um concurso, cheguei na imigração de mãos abanando (enquanto na dos EUA, tinha levado uns 2KG de papel mais um visto), no entanto, é super fácil entrar na Colômbia, eu disse que ficaria apenas 15 dias mas eles me deram um visto para 90 dias, nos EUA não consegui nenhum dia a mais do que os meus documentos disseram que eu iria ficar.

Ao desembarcar na Colômbia, vi uma das coisas mais bizarras da minha vida até agora em aeroportos: eles não usavam raio X ou coisa do tipo para revistar as malas na alfandega, mas sim cães. Penso que é por causa da sensibilidade desses animais em detectar drogas (afinal, a Colômbia é super famosa pelo narcotráfico) mas não sei porque é na entrada, afinal quem levaria droga de fora da Colômbia para dentro dela?

 

Cães sendo utilizados no lugar Raio X, Scanners ou Detectores de metal para revistar pessoas e malas.

Cães sendo utilizados no lugar Raio X, Scanners ou Detectores de metal para revistar pessoas e malas.

Após isto, saímos do aeroporto e uma equipe do Ministério da Educação colombiano já estava esperando por nós, eles começaram a falar espanhol (eu nunca tinha estudado espanhol, apesar de conseguir entender) e a partir daí percebi que seria um pouco difícil  ter atividades numa língua desconhecida, mas a vantagem é que consegui aprender bastante espanhol graças à imersão. As minhas primeiras impressões sobre Bogotá é que era uma cidade parecida com muitas brasileiras (se não fossem os andes que a cercavam): tinham suas partes nobres, mas também muitas favelas onde não havia nem saneamento básico.  O fato da cidade está localizada a uma altitude de quase 3 mil metros me fez ter um pouco de dificuldade para respirar, minha face doía bastante, mas os outros companheiros brasileiros não tiveram a mesma dificuldade que eu.

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Vista da cidade de Bogotá do meu quarto no hotel.

Ao chegar no hotel, a maioria das delegações já estava lá. Devo admitir que a delegação boliviana me chamou muita atenção, lá no NYSC nos EUA, a Bolívia tinha uma das maiores delegações (com 4 delegates) mas todos eram brancos, já a delegação do Caminhos do Mercosul, 5 eram indígenas e uma mulata, acho que isto reflete como o inglês é uma língua de acesso difícil para as pessoas de baixa renda, já que na Bolívia, assim como na América Latina, os brancos em geral são de classe mais alta. Todas as delegações em do NYSC e do Caminhos do Mercosul demonstravam essa diferença racial, mas a da Bolívia me chamou atenção pelo que já falei acima.

Meu primeiro passeio em Bogotá aconteceu no mesmo dia, fomos para o museu do ouro e dar uma volta no centro da cidade, que é muito bonito.

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