Texas por acaso

Meus últimos dias nos States foram como os primeiros, em Charleston, a capital da Virgínia Ocidental. Meus últimos compromissos lá foram um jantar na maçonaria e um show de Talentos (na qual convenci alguns amigos americanos a cantar e tocar comigo “Garota de Ipanema”).

ultimos_dias

Foto 1: Show de Talentos. Foto 2: Jantar na Maçonaria.

Mas depois disto, veio a viagem de volta pra casa. Estava preparada para ir como voltei, pegar um voo da U.S. Airways de Charleston WV a Charlotte NC, e depois outro de Charlotte para o Rio. Só que estes planos acabaram mudando por completo.

Por azar, meu voo era o último da equipe do NYSC a sair de Charleston, as seis da tarde, então ficamos no aeroporto somente eu, a outra representante do Brasil, uma delegate de New Hampshire e uma membro da Staff que iria conosco.

As quatro da tarde, quando fomos fazer o check-in, foi informado que o voo seria cancelado por problemas de tempo, já que uma tempestade se aproximava de Charleston e que a única solução para nós seria ir para não sei aonde no outro dia de 3 da tarde (deixando eu e a outra delegate do Brasil em voos separados).

Neste momento, o nervosismo começou a tomar conta de nós (eu e a outra delegate brasileira), juntamente com o medo de ficar ilegal por um dia nos EUA (já que o visto vencia no dia que estávamos saindo) e a vontade de voltar para casa e  começamos a reclamar lá na US airways até que eles transferiram a gente para American Airlines (a única companhia que estava operando com o tempo ruim dentre várias, como United e Delta).

Conseguimos que eles nos colocassem em um voo para Dallas, Texas que estaria saindo de 5 horas (ou seja, em menos de meia hora) e pegaríamos outro voo para o Brasil as 7:30. O nosso problema era que com o mau tempo, a viagem de West Virginia para o Texas poderia durar até 4 horas e teríamos uma grande chance de perder o voo para o Rio, mas mesmo assim fomos. (talvez vocês estejam vendo a impossibilidade de pegar o voo, mas não se esqueçam que o Texas tem uma hora a menos que West Virginia).

Tivemos que correr para pegar o voo, para passar por toda a segurança dos aeroportos americanos, os scanners corporais, mas no fim conseguimos. O voo para o Texas foi um dos mais agoniantes da minha vida, fui num dos teco-teco voadores da American Eagle (como o da imagem abaixo), e com o bom tempo, o danado balançava mais que trio elétrico em carnaval. Foi a única vez que fiquei realmente com medo de passar por um acidente de avião.

Chegamos a Dallas as 7:18 do horário local, saímos correndo do avião quando chegamos no aeroporto, a primeira coisa que nos surpreendeu foi o seu tamanho, dentro dele tinha um TREM para levar os passageiros entre os terminais (eram mais de quarenta em cada letra, de A até J, quem quiser ver como é, recomendo ver este vídeo http://www.youtube.com/watch?v=JLjchRCCTHg), e nós não sabíamos ainda nem de qual o portão do nosso voo. Bem, conseguimos chegar ao portão de embarque as 7:28, dois minutos antes do embarque.

Bem, esta foi uma das aventuras aéreas mais eletrizantes da minha vida até agora e assim se encerra o meu período nos Estados Unidos. Acho que em breve, farei um último post sobre esta viagem e depois começarei a falar da minha viagem para a Colômbia.

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